"Gêmeas siamesas" viralizam nas redes sociais, mas verdade vem à tona

@itsvaleriaandcamila/Instagram/Reprodução
Foto colorida de gêmeas siamesas criadas por IA

Um perfil no Instagram que afirmava retratar gêmeas siamesas da Flórida virou fenômeno nas redes sociais ao alcançar 325 mil seguidores em poucas semanas. Apesar do sucesso, análises técnicas apontam que Camila e Valeria não existem e foram criadas com o uso de inteligência artificial.

Entenda

Após estrearem na plataforma, Camila e Valeria passaram a se apresentar como gêmeas siamesas dicefálicas parapagas, uma condição rara em que dois cérebros compartilham o mesmo corpo. Segundo os relatos publicados, elas teriam enfrentado uma infância marcada por desafios médicos e sucessivas cirurgias devido à fusão da coluna vertebral.

As publicações misturavam histórias pessoais com imagens sensuais. As fotos mostravam as duas usando biquínis, roupas curtas e justas e até camisetas com frases provocativas, como “Fetish” e “Obrigada, Deus, por nos fazer gostosas”. Em uma das legendas, afirmavam que a fusão da coluna teria exigido diversas intervenções cirúrgicas ao longo da vida.

Foto colorida de gêmeas siamesas criadas por IA
Após lançarem um página no Instagram em 15 de dezembro, as “gêmeas siamesas” Valeria e Camila se tornaram uma sensação na rede social

O conteúdo atraiu milhares de comentários elogiosos e mensagens diretas de seguidores interessados em interagir com as supostas irmãs. No entanto, analistas especializados em imagens digitais passaram a questionar a veracidade do perfil.

Utilizando técnicas de visão computacional, como análise de textura e coerência visual, os especialistas concluíram que as imagens eram artificiais. De acordo com eles, as cicatrizes exibidas nas fotos seriam “anatomicamente impossíveis”, além de apresentarem falhas na junção dos corpos, sombras inconsistentes e texturas de pele pouco realistas.

Foto colorida de gêmeas siamesas criadas por IA
Analistas na web analisaram as imagens postadas pela conta usando técnicas de visão computacional, incluindo análise de textura e lógica contextual, e concluíram, que as imagens eram falsas

Outro indício apontado foi a ausência total de registros ou menções a Camila e Valeria antes da criação do perfil, em dezembro. Mesmo assim, a revelação de que as gêmeas foram geradas por inteligência artificial não freou o engajamento. Pelo contrário: o número de seguidores segue em alta, com muitos usuários continuando a elogiá-las e a tentar contato direto.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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