
Várias pesquisas mostram que o estilo de vida influencia e muito a saúde do cérebro e a velhice com o passar dos anos. Embora o Alzheimer ainda não tenha cura nem uma forma comprovada de prevenção total, os especialistas apontam que alguns hábitos podem diminuir as chances da doença se manifestar.
O Alzheimer é a forma mais frequente de demência e causa perda progressiva da memória, além de alterações no comportamento e na capacidade de realizar tarefas simples. Os primeiros sinais costumam surgir depois dos 50 anos e a doença está ligada ao acúmulo de proteínas no cérebro, que geram inflamação e levam à degeneração dos neurônios.
Com a ausência de tratamentos capazes de impedir o surgimento do problema, a ciência procurou entender como fatores do dia a dia podem impactar positiva ou negativamente no envelhecimento do cérebro. Saiba quais são os cinco comportamentos mais associados à redução do risco de Alzheimer:
1. Manter vínculos sociais ativos
O isolamento é um fator de risco importante na terceira idade. Estudos mostram que a falta de convivência social está relacionada à piora das funções cognitivas e até à redução do volume cerebral.
Por isso, ter pessoas com quem conversar com frequência, manter contato com amigos e participar de atividades em grupo ajuda a preservar a saúde mental e emocional, além de favorecer o funcionamento do cérebro.
2. Praticar atividade física regularmente
Exercícios físicos beneficiam o corpo, o cérebro e a saúde como um todo. Pesquisas com milhares de participantes indicam que pessoas com melhor condicionamento apresentam menor risco de desenvolver Alzheimer ao longo dos anos.
Caminhadas, corrida, musculação e outras atividades aeróbicas ajudam a manter a circulação sanguínea no cérebro e estão associadas a um declínio cognitivo mais lento.
“O ideal é praticar 150 minutos semanais de atividades intensas, como corridas e musculação, ou 300 minutos de atividades de baixa intensidade, como caminhadas e ioga”, ensina a geriatra Celene Queiroz Pinheiro, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) da regional São Paulo.
3. Permanecer ativo nas tarefas domésticas
Manter a rotina em movimento também faz diferença: atividades domésticas, como cozinhar, cuidar do jardim e organizar a casa, estimulam funções cognitivas e estão associadas à redução do risco de demência.
Segundo os especialistas de saúde, esse tipo de ocupação ajuda a preservar habilidades mentais, ficando atrás só da prática regular de exercícios físicos em termos de proteção ao cérebro.

4. Investir em autocuidado e propósito de vida
Refletir sobre emoções, estabelecer metas e cultivar um sentido de propósito são fatores ligados a um melhor desempenho cognitivo na velhice. Idosos que dedicam alguns minutos do dia à autorreflexão apresentam melhor memória, maior capacidade de concentração e mais facilidade para resolver problemas. Por isso, ter objetivos claros também aparece como um fator protetor contra o avanço da demência.
“Os primeiros sinais do Alzheimer incluem esquecimentos frequentes que interferem na rotina, mudanças de humor e comportamento, repetição constante de perguntas e dificuldade para encontrar palavras ou acompanhar conversas”, explica o neurologista Carlos Uribe, do Hospital de Base do Distrito Federal.
5. Adotar uma alimentação que favoreça o cérebro
Alguns alimentos são associados a efeitos positivos na saúde do cérebro. Por exemplo, compostos presentes no chá verde e em frutas vermelhas, como mirtilo e uva, apresentam ação anti-inflamatória e podem contribuir para reduzir o acúmulo de proteínas relacionadas ao Alzheimer.
Além disso, os especialistas reforçam que nenhum desses hábitos, isoladamente, impede o surgimento da doença. No entanto, a combinação de uma rotina ativa, com convívio social, movimento, cuidado emocional e alimentação equilibrada tende a criar um ambiente mais favorável para o envelhecimento saudável do cérebro.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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