
O ator Gerson Brenner morreu nessa segunda-feira (23/3), aos 66 anos. Ele estava internado desde o dia 16 de março no Hospital São Luiz Itaim, em São Paulo, com diagnóstico de sepse.
Embora os detalhes do quadro clínico não tenham sido divulgados, o ator convivia há quase três décadas com sequelas de um assalto ocorrido em 1998. Na época, Brenner foi baleado na cabeça, o que comprometeu sua mobilidade, fala e parte das funções cognitivas.
O que é a sepse?
A sepse, também conhecida como septicemia, é uma reação grave do organismo a uma infecção. Ela ocorre quando o sistema imunológico responde de forma descontrolada à presença de microrganismos, como bactérias, fungos ou vírus, e acaba desencadeando um processo inflamatório generalizado.
Essa reação pode comprometer diversos órgãos e, em casos mais graves, levar à falência múltipla de sistemas do corpo.
Segundo o Manual MSD, as causas mais comuns da sepse em pacientes com sistema imunológico preservado envolvem diferentes espécies de bactérias, tanto gram-positivas quanto gram-negativas.
Já em pessoas com imunidade reduzida, também podem estar envolvidos microrganismos menos comuns, incluindo algumas bactérias e fungos.
Alguns grupos são mais vulneráveis a infecções que podem evoluir para sepse. Entre eles estão idosos, crianças pequenas e pessoas que possuem doenças crônicas ou outras condições que comprometem o sistema de defesa do organismo.
Sintomas e tratamento
Os sinais da sepse podem variar de acordo com a origem e a gravidade da infecção. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, respiração acelerada, queda da pressão arterial, confusão mental, desmaios e diminuição da produção de urina.
De acordo com o Manual MSD, também podem ocorrer hipotensão e oligúria, que é a redução do volume urinário, além de alterações no estado mental.
Por se tratar de uma condição potencialmente fatal, o diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são considerados fundamentais para evitar complicações.
O tratamento geralmente envolve administração de antibióticos, reposição de líquidos e cuidados intensivos para estabilizar o paciente. Em alguns casos, pode ser necessário remover tecidos infectados ou drenar focos de infecção.
Pacientes com quadros graves costumam ser acompanhados em unidades de terapia intensiva, onde recebem monitoramento constante para evitar a progressão da doença.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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