
Começou fevereiro e, com ele, os bloquinhos de pré-Carnaval, o brilho no corpo — e, inevitavelmente, pela casa. O glitter, símbolo de festa e criatividade, ultrapassa o momento da folia e se transforma em um desafio doméstico: gruda em roupas, lençóis, sofás e tapetes, resistindo às tentativas mais comuns de limpeza. Partículas microscópicas como as do glitter tendem a aderir com facilidade a superfícies e tecidos, exigindo cuidados específicos para remoção.
Entenda
Produzido, em grande parte, a partir de partículas plásticas extremamente pequenas, o glitter adere com facilidade às fibras dos tecidos e a superfícies estofadas. Por isso, especialistas em limpeza doméstica classificam o material como um dos resíduos mais persistentes no dia a dia. A pressa, segundo eles, costuma ser inimiga da solução.
O engenheiro Renato Ticoulat, CEO da Limpeza com Zelo, explica que erros comuns — como jogar roupas com glitter diretamente na máquina de lavar ou esfregar tecidos — acabam agravando o problema. “Essas práticas fazem com que o brilho se espalhe ainda mais ou se fixe definitivamente nas fibras”, alerta.

Para evitar esse efeito, a principal recomendação é iniciar sempre a limpeza a seco. O uso de fita adesiva larga ou rolos removedores de pelos ajuda a retirar o excesso de glitter antes de qualquer contato com água. Em tecidos mais encorpados, como fantasias ou bolsas, o aspirador de pó com bocal de escova é um aliado importante para sugar as partículas sem espalhá-las.
Após essa etapa, as peças devem ser lavadas separadamente, de preferência com água fria e, se possível, com enxágue extra. “O calor é um dos maiores vilões nesse processo. Água quente e secadoras podem fixar o glitter de forma permanente”, reforça Ticoulat, que recomenda secagem natural.
O cuidado também deve se estender aos ambientes da casa. Em sofás, tapetes e estofados, o aspirador deve ser usado em movimentos lentos e em diferentes direções, aumentando a chance de capturar até as partículas mais finas. Outra alternativa é o pano de microfibra levemente úmido, que ajuda a “agarrar” o glitter sem espalhá-lo.

Para pequenas quantidades, folhas de amaciante também podem ajudar. Quando esfregadas suavemente em almofadas e sofás, elas atraem o glitter por eletricidade estática, facilitando a remoção pontual.
Símbolo de alegria no Carnaval, o glitter não precisa se transformar em dor de cabeça depois da festa. Com técnicas simples e atenção aos detalhes, é possível eliminar o brilho indesejado sem grandes complicações — e sem deixar rastros pela casa.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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