Governador da Bahia diz que ligou para Kassab após treta com o PSD

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Salvador — O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ligou para o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para agradecê-lo por manter o apoio do partido ao PT no estado.

A ligação ocorreu durante uma reunião com o senador Otto Alencar (PSD-BA) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), na residência oficial do governador, em Ondina, na capital baiana no último domingo (1º/2).

Em entrevista coluna nesta sexta-feira (6/2), Jerônimo detalhou o teor da conversa com Kassab:

“Eu sei o quanto é difícil gerenciar desavenças internas, mas quero agradecer a postura do PSD ao reconhecer Otto como o nosso líder”, afirmou.

O governador também destacou que Otto Alencar sempre se manteve alinhado ao PT na Bahia. “Otto nunca negou que faria campanha para Lula na Bahia e para Jerônimo. Isso é uma fidelidade nossa”, relatou.

Agora, o petista deseja deixar o desentendimento para trás para focar nas eleições deste ano. “Espero que a gente supere esse ambiente. Vamos fazer uma chapa competitiva, forte e agregadora”, disse.

Entenda a treta do PSD na Bahia

Como a coluna mostrou, após ser rifado da chapa do PT na Bahia, o senador Ângelo Coronel decidiu deixar o PSD, partido comandado no estado por Otto Alencar.

Aliados e amigos pessoais de longa data, Otto e Coronel romperam depois que Coronel procurou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para pedir que a legenda deixasse de apoiar o PT na Bahia.

O movimento foi interpretado como uma traição por aliados de Otto. À coluna, o senador, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), chegou a falar em “quebra de confiança”.

Para Jerônimo, a saída de Coronel da base aliada traz impacto eleitoral.

“Qualquer perda, qualquer baixa em qualquer lugar gera desgaste, gera algum grau de prejuízo”, afirmou.

O governador disse que ele e seus aliados tentaram negociar de diferentes formas. Segundo Jerônimo, o senador Jaques Wagner chegou a propor a divisão do mandato. ‘Vamos dividir o mandato, quatro anos meus e quatro seus’, teria dito Wagner, relatou.

Ainda de acordo com o governador, Wagner também sugeriu outra alternativa. “‘Jerônimo, vamos garantir o seguinte: se o senador Coronel topar, a gente combina com o Lula e pede ao Lula que possa nomeá-lo como ministro’”, afirmou.

O próprio Jerônimo disse ter considerado nomear Jaques Wagner para uma secretaria, o que permitiria que Coronel, como suplente, assumisse o mandato no Senado.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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