
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta segunda-feira (2/2) que a entidade precisa discutir a possibilidade de encerrar a suspensão imposta a clubes e seleções da Rússia nas competições internacionais. A punição está em vigor desde 28 de fevereiro de 2022, após a invasão da Ucrânia por tropas russas.
Em entrevista à Sky News, Infantino avaliou que a exclusão do futebol russo não produziu os efeitos esperados. Segundo ele, a medida não contribuiu para a redução do conflito e acabou gerando consequências negativas.
“Essa suspensão não resolveu nada. Pelo contrário, só gerou mais ódio e frustração”, declarou o dirigente.
Infantino também destacou a importância de permitir que jovens atletas russos voltem a disputar competições fora do país, especialmente em torneios europeus. “Meninas e meninos da Rússia precisam ter a chance de praticar futebol em outras partes da Europa”, afirmou.
Por que a Rússia foi suspensa?
A decisão vale tanto para a seleção quanto para clubes do país, que ficaram impedidos de participar de torneios organizados pelas duas entidades.
Na época, a seleção russa disputava as Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2022, mas acabou excluída dos playoffs.
Em comunicado conjunto, Fifa e Uefa afirmaram que todas as equipes russas — seleções e clubes — ficariam suspensas “até novo aviso”, em solidariedade às vítimas da guerra na Ucrânia e com a expectativa de que o futebol voltasse a ser um vetor de paz.
Além disso, à época, a Uefa rompeu o contrato de patrocínio com a Gazprom, estatal russa do setor energético. O acordo, em vigor desde 2012, era estimado em 40 milhões de euros por temporada.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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