
Após a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, abandonar o julgamento da morte de Henry Borel, a juíza Elizabeth Machado Louro determinou que os advogados arquem com as despesas do Tribunal do Júri.
A magistrada, em decisão proferida ainda em plenário nesta segunda-feira (23/3), determinou que a presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) apure “as despesas arcadas colocando esse juízo a disposição para prestar todas as informações pertinentes no intuito do ressarcimento ao erário por parte da defesa de Jairo”.
A juíza pediu que fossem inclusos no cálculo “os gastos com deslocamento de membros do Ministério Público do RJ (MPRJ), partes (e eventuais assessores), serventuários, jurados, testemunhas em número de pelo menos 13 no primeiro dia, policiais militares, terceirizados que atuam na copa, limpeza e cabine de som, além dos gastos com escolta dos réus, energia elétrica e alimentação de todos os envolvidos previamente encomendada para não falar da considerável sobrecarga suportada por aquelas que preparam em vão a presente sessão”.
A defesa de Jairo abandonou o plenário após a juíza negar o pedido de adiamento do Júri. Com isso, a magistrada dissolveu o conselho de sentença. Uma nova sessão foi marcada para junho deste ano.
“Vejo-me na lastimável contingência de dissolver o conselho de sentença”, lamentou a juíza. “E condeno os cinco advogados presentes nesta sessão ao ressarcimento dos prejuízos causados pelo adiamento”, declarou.
Relembre o caso
Os réus são o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros. Ambos serão julgados por um júri popular e responderão por crimes relacionados à morte de Henry. A decisão é tomada pela maioria dos votos.
O processo envolve acusações de homício triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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