
Durante o interrogatório, o homem confessou o crime. Segundo sua versão, ele pediu para dormir na casa por estar em situação de rua. Enquanto usava crack no quarto oferecido pela vítima, uma discussão começou entre eles porque Luiz Carlos reclamou do uso de droga no local. O suspeito, então aplicou um mata-leão na vítima, que desmaiou. “Ainda irritado e sob efeito de drogas, ele foi à cozinha, pegou uma faca e desferiu um golpe no pescoço de Luiz Carlos. A faca ficou encravada e só foi retirada no Instituto Médico-Legal (IML)”, explicou o delegado Felipe Marques de Freitas, chefe da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).
Após constatar a morte, o suspeito revirou a casa, pegou as duas televisões, garrafas de bebida, roupas e outros pertences, colocou tudo em uma mochila e fugiu.
A dinâmica do crime
Segundo a investigação, por volta de 1h30 da madrugada, o suspeito chegou à casa da vítima, forçou o portão de entrada e foi visto por um vizinho do andar de cima. Questionado sobre o que fazia ali, o suspeito respondeu que estava “esperando o Luiz” e que iria à casa dele. O vizinho, achando a situação estranha àquela hora, ligou para Luiz Carlos e o alertou. A vítima, que estava trabalhando, respondeu que conhecia a pessoa e que tudo estava bem.
Quando o professor de dança, Luiz Carlos, chegou em casa, reconheceu o homem e permitiu que ele entrasse. Por volta das 4h30/5h da manhã, uma vizinha viu o homem saindo da residência carregando duas televisões e uma mochila. Estranhando a cena, ela tentou ligar para Luiz Carlos (conhecido como Neném), mas não obteve resposta. Em seguida, acionou o sobrinho da vítima, que morava nas proximidades.
O sobrinho foi até a casa, encontrou o carro na garagem e, usando uma chave reserva, entrou no imóvel. Ao vasculhar os cômodos, encontrou o tio caído no chão de um quarto, coberto por um lençol, com uma faca cravada no pescoço. A casa estava revirada. Ele acionou imediatamente a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

“A Polícia Civil iniciou as investigações, analisou imagens de câmeras de segurança (inclusive uma divulgada pela própria família mostrando o suspeito carregando os objetos) e rastreou as televisões vendidas pelo morador de rua. A descrição bateu com o suspeito. Vizinhos, o sobrinho (que estudou na mesma escola do suspeito) e outras testemunhas reconheceram o autor”, relatou Freitas.
A causa da morte
A perícia constatou que a causa da morte foi a facada no pescoço. Não foram encontrados outros hematomas significativos no corpo da vítima, nem indícios de conjunção carnal.
Como o suspeito foi preso
O suspeito tem passagem recente por furto tentado: foi preso em flagrante na madrugada de sexta-feira (13/3), passou por audiência de custódia e foi solto, mas:
“a Polícia Civil já o havia identificado como autor do latrocínio e conseguiu um mandado de prisão temporária (5 dias, prorrogáveis por mais 5). Os policiais conseguiram prendê-lo ainda no presídio, antes que ele fosse liberado”, finalizou o delegado.
O suspeito foi indiciado por latrocínio, crimes contra o patrimônio e uso de drogas. Ele vivia em situação de rua, era usuário de crack e tinha histórico de envolvimento com pequenos crimes.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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