
As investigações tiveram início em setembro do ano passado, após denúncias de voluntários de um projeto social.
De acordo com a delegada Marina Prado, responsável pelo inquérito, o suspeito praticava os abusos na ausência da mãe das vítimas. A mulher, de 32 anos, também é investigada por possível omissão e conivência com os atos praticados.
Abusos incluíam fetiche
Segundo a apuração, o suspeito se aproveitava dos momentos em que a mãe saía para consumir bebidas alcoólicas para praticar os abusos e comportamentos perturbadores, incluindo fetiches, contra as enteadas.
A delegada relatou que as informações colhidas por meio das testemunhas revelaram um quadro de pânico constante na residência. “A criança de 8 anos relatou que ‘fingia dormir’ à noite para vigiar o padrasto e tentar proteger as irmãs menores, observando-se, de acordo com os educadores, grande impacto psicológico e regressão comportamental”, considerou Prado.
Para a delegada, a mãe das crianças é alvo da investigação por manter-se inerte mesmo após ser alertada sobre os comportamentos do companheiro. “Ela teria priorizado o relacionamento com o agressor em detrimento da segurança das filhas, chegando a desacreditar dos relatos das vítimas”, informou.
Violação de direitos
A investigação ainda aponta que as crianças viviam em um ambiente degradante. “O inquérito policial detalha um cenário de extrema vulnerabilidade e violação de direitos no ambiente doméstico, onde as quatro irmãs viviam em condições de higiene precárias e sem alimentação adequada”, destacou a delegada.
Diante da gravidade dos fatos e do risco iminente, as quatro irmãs foram encaminhadas para acolhimento institucional.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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