
O homem acusado de tentar matar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em setembro de 2024, foi sentenciado à prisão perpétua nesta quarta-feira (4/2). A decisão é da juíza Aileen Cannon, do Tribunal Distrital Federal em Fort Pierce, na Flórida.
. Ele foi condenado por tentativa de assassinato de um candidato presidencial (à época, Trump ainda não era presidente), agressão a um agente federal, posse de arma de fogo e munição, e posse de arma com número de série apagado. Durante a leitura da sentença, Routh permaneceu em silêncio no tribunal.
De acordo com os promotores federais, Routh planejou de forma detalhada uma emboscada contra Trump em setembro de 2024, no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, enquanto o então candidato participava da campanha eleitoral. Segundo a acusação, ele passou a vigiar a rotina de Trump no local antes de executar o plano.

Routh, ex-empreiteiro de telhados e natural de Greensboro, na Carolina do Norte, não chegou a disparar nenhum tiro. Um agente do Serviço Secreto o identificou do lado de fora de uma cerca próxima ao sexto buraco do campo de golfe, apontando um rifle semiautomático. O agente efetuou um disparo, e Routh fugiu de carro, mas foi preso pouco depois. O episódio foi a segunda tentativa de assassinato contra Trump em 2024.
Routh fez a própria defesa
No processo, os promotores destacaram que o réu demonstrou “planejamento cuidadoso, ampla premeditação e desprezo pela vida humana”. Também afirmaram que ele não apresentou arrependimento nem pediu desculpas pelas pessoas colocadas em risco durante a ação.
Durante o julgamento, que começou em 8 de setembro em Fort Pierce, Flórida, Routh decidiu se defender sozinho. Ele fez declarações incomuns e extensas sobre história, política internacional e planos pessoais, e chegou a se descrever na terceira pessoa. O juiz interrompeu a fala dele diversas vezes por tentar apresentar novas evidências. Após a leitura do veredicto, o homem tentou se esfaquear com uma caneta, mas foi contido pelos agentes federais.
A sentença chegou a ser adiada após o réu solicitar assistência jurídica para a fase final do processo. O advogado dele, Martin Roth, pediu que a juíza desconsiderasse as diretrizes federais de condenação e aplicasse uma pena de 27 anos de prisão. Segundo a defesa, esse período seria suficiente e manteria Routh sob custódia até a velhice.
A defesa também contestou a classificação da tentativa de assassinato como crime federal de terrorismo, argumentando que a conduta não teria sido motivada pela intenção de influenciar ou retaliar ações do governo.
Antes da sentença, familiares e amigos enviaram cartas à Justiça pedindo clemência. Eles afirmaram que não justificavam o crime, mas descreveram Routh como uma pessoa trabalhadora e solidária, citando inclusive o trabalho voluntário dele em apoio à Ucrânia após a invasão russa em 2022.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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