
Policiais civis da 19ª DP (Tijuca) apreenderam diversos materiais na residência de um homem que se passava por policial federal, na Rua Itacuruça, no bairro da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro.
A investigação começou após funcionários da concessionária Light procurarem a delegacia relatando que haviam sido impedidos de verificar o relógio de energia de um morador identificado como André Luiz Pires Santos, que se apresentou como agente da Polícia Federal.
Segundo os trabalhadores, ao perceber a presença da equipe no local, o homem entrou em casa e retornou vestindo uniforme operacional semelhante ao utilizado por policiais federais, incluindo coturno, camisa com identificação da instituição, distintivo e portando uma arma de fogo.
De acordo com o relato, ele teria ameaçado os funcionários e exigido que deixassem o local imediatamente, afirmando que poderia levá-los para “sua delegacia” e que não adiantaria chamar a polícia, pois ele próprio “era a polícia”.
Após o registro da ocorrência, agentes da 19ª DP retornaram ao condomínio para identificar o suposto policial e verificar se ele realmente era servidor público.
Durante as diligências, os policiais constataram, após consulta à Corregedoria da Polícia Federal, que André Luiz Pires Santos não integra os quadros da instituição.
Segundo a investigação, ele residia no condomínio havia cerca de seis meses, junto com outros dois homens já identificados.
Quando a equipe retornou ao imóvel, o suspeito já havia deixado o local em um veículo de aplicativo.
No interior da residência, os policiais apreenderam diversos itens usados para sustentar a falsa identidade, incluindo camisas da Polícia Federal com o nome “André Pires”, distintivo falso da Polícia Federal, colete e coturnos, dois simulacros de arma de fogo, um par de algemas, máquinas fotográficas profissionais, celulares e outros equipamentos eletrônicos e diversos documentos.
Todo o material foi recolhido e será submetido à perícia.
Investigação
O suspeito ainda não foi localizado. Segundo a polícia, ele responderá por constrangimento ilegal com emprego de arma, usurpação de função pública, fingir-se funcionário público e uso ilegítimo de uniforme ou distintivo.
A defesa do homem já tomou conhecimento do inquérito por meio de uma advogada que compareceu à delegacia para acessar os autos.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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