
A inflação nos Estados Unidos em janeiro deste ano desacelerou em relação ao mês anterior e veio abaixo das estimativas dos analistas do mercado, de acordo com números divulgados nesta sexta-feira (13/2) pelo Departamento do Trabalho.
O que aconteceu
Núcleo de inflação
O núcleo da inflação nos EUA, que exclui variações de preços de alimentos e energia, mais voláteis, foi de 2,5% em janeiro, na base anual.
O resultado, que veio dentro do esperado pelo mercado, ficou levemente abaixo do mês anterior (2,6%).
Na comparação mensal, o núcleo da inflação norte-americana ficou em 0,3%, ante 0,2% de dezembro.
Dado é observado com atenção pelo Fed
O dado de inflação é considerado um dos mais importantes para a definição da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). O resultado da inflação ao consumidor nos EUA ganhou ainda mais importância após a divulgação do relatório de emprego de janeiro (o “payroll”), que mostrou um mercado de trabalho bem mais forte do que o esperado no país.
Na última reunião do Fed, no fim de janeiro, os juros foram mantidos no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. A manutenção da taxa de juros interrompeu sequência de três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual pelo BC dos EUA.
O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros está marcado para os dias 17 e 18 de março.
A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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