A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de intervenção para corrigir o barulho contínuo do ar-condicionado no local onde ele está preso, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Segundo os advogados, o ruído seria constante, funcionando 24 horas por dia e criando um ambiente considerado “incompatível com o repouso mínimo necessário”.
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De acordo com a petição protocolada na noite desta sexta-feira (2), o som permanente tem prejudicado o descanso do ex-presidente e impactado seu bem-estar. A defesa afirma que o problema ultrapassa o mero desconforto e já configura “perturbação contínua à saúde e integridade do preso”, sendo de conhecimento inclusive dos agentes responsáveis pela custódia.
Os advogados pedem que o STF determine à PF a adoção de medidas técnicas emergenciais, que podem incluir ajustes no equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou qualquer outra solução equivalente. O objetivo é garantir condições adequadas de permanência na sala onde Bolsonaro cumpre sua detenção.
Bolsonaro está em uma Sala de Estado-Maior desde quinta-feira (1º), quando retornou à sede da PF após receber alta do hospital DF Star. Ele havia sido internado na véspera de Natal e passou por quatro procedimentos médicos, incluindo três cirurgias.
Antes da alta, a defesa teve mais um pedido de prisão domiciliar negado. Alexandre de Moraes reiterou que o histórico do ex-presidente, como a tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica, não justifica a alteração do regime de cumprimento da pena.
O pedido sobre o ar-condicionado ainda não foi analisado pelo ministro.
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