09/03/2026 06:00, atualizado 09/03/2026 06:00
A rede pública de saúde do DF promoveu a maior reestruturação já realizada no serviço de hemodiálise da capital federal, triplicando a capacidade mensal de atendimento: de 774 para 2.220 sessões.
Para quem depende da hemodiálise para viver, isso significa menos espera, menos deslocamentos e mais qualidade de vida.
A ampliação foi possível após a substituição completa das máquinas antigas, modernização dos sistemas de filtragem de água e reforma estrutural dos setores de nefrologia dos hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e do Gama (HRG).

Ao todo, foram investidos R$ 4,7 milhões na aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT.
No HRG, o investimento foi de aproximadamente R$ 3 milhões, contemplando novas máquinas, monitores, poltronas específicas, rede de gases medicinais e adequações elétricas, hidráulicas e de climatização.
O impacto é concreto: a capacidade hospitalar conjunta saltou de 70 para 180 vagas de hemodiálise, crescimento de 157%.
Tecnologia que faz diferença
No Hospital Regional de Taguatinga, o sistema de osmose reversa, responsável pela purificação extrema da água utilizada na hemodiálise, foi totalmente substituído por uma tecnologia de duplo passo, considerada mais moderna e segura.
“Além disso, foi renovada toda a parte dos tubos, foi totalmente revitalizado o setor. Então é muito mais conforto para os servidores e para os pacientes. Tudo climatizado, tudo novinho”, explica a médica nefrologista Iara Campos de Carvalho.

A osmose é considerada o “coração” do sistema. É ela que garante que a água usada no tratamento esteja dentro de padrões rigorosos de pureza, fundamentais para pacientes com insuficiência renal.
Com a modernização, .
Além disso, o Gama passou a oferecer suporte dialítico no box de emergência e ampliou para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise, fortalecendo o atendimento a casos críticos.
Menos transferência, mais continuidade
Um dos principais ganhos da reestruturação é a melhoria no fluxo hospitalar.
Na prática, isso significa:
Somente em 2025, o Hospital Regional de Taguatinga fez 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior serviço de nefrologia do Distrito Federal e referência regional.
Com a ampliação de 774 para 2.220 sessões mensais, o DF passa a oferecer atendimento mais rápido e estruturado, reduzindo filas e ampliando o acesso ao tratamento.
A modernização também traz mais conforto físico: poltronas adequadas, ambiente climatizado, equipamentos novos e monitoramento mais preciso.

Novo patamar para a nefrologia pública
A reestruturação dos serviços de nefrologia no DF marca um avanço histórico na rede pública.
Além da modernização física, a substituição inédita dos sistemas de filtragem avançada e a aquisição de novas máquinas representam um salto tecnológico significativo.
Mais do que números, trata-se de impacto real na rotina de quem depende da hemodiálise para viver.
O que mudou não foi apenas o equipamento. Para muitos pacientes, mudou a perspectiva de vida.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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