
A percepção de piora na economia predomina entre os brasileiros, afirma uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (10/3) pelo Ipsos/Ipec. De acordo com o levantamento, 42% dos entrevistados afirmam que a situação econômica do Brasil piorou nos últimos seis meses. Outros 30% avaliam que a economia permaneceu igual, enquanto 25% consideram que houve melhora no período. Já 3% não souberam ou preferiram não responder.
Os dados indicam que a percepção negativa supera a positiva em relação ao desempenho recente da economia. A diferença entre os que veem piora e os que percebem melhora chega a 17 pontos percentuais. O número aumentou em relação a última pesquisa, realizada em dezembro.

A pesquisa também aponta diferenças entre perfis de entrevistados. A avaliação de piora é mais frequente entre eleitores que declararam voto em Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, pessoas com renda familiar mais alta, evangélicos e entrevistados com ensino superior.
Por outro lado, a percepção de melhora na economia aparece com mais força entre eleitores que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, moradores do Nordeste, pessoas com menor renda e entrevistados com 60 anos ou mais.
O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 5 e 9 de março, em 131 municípios brasileiros. A pesquisa foi realizada com entrevistados de 16 anos ou mais, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Governo Lula é desaprovado por 51%
Segundo o estudo, 51% dos brasileiros desaprovam a forma como Lula governa o país, enquanto 43% aprovam o governo federal. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento indica estabilidade em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro, quando 42% aprovavam e 52% desaprovavam a gestão. De acordo com a Ipsos/Ipec, as variações observadas estão dentro da margem de erro.
Além da aprovação, a pesquisa também avaliou a percepção geral sobre a administração federal. Nesse indicador, 33% dos entrevistados classificaram o governo como ótimo ou bom, alta de três pontos percentuais em relação ao estudo anterior.
Já a avaliação ruim ou péssima permaneceu em 40%, enquanto 24% consideram a gestão regular.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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