Irã diz que está esperando invasão terrestre dos EUA

Arte Carla Sena/Metrópoles sobre fotos Getty Images
Donald Trump e a guerra no Irã

O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os Estados Unidos (EUA) de estarem planejando uma ofensiva terrestre “secretamente” enquanto mantém publicamente as negociações diplomáticas. Ele também disse que os soldados iranianos estão “esperando” a entrada das tropas americanas.

“O inimigo abertamente envia mensagens de negociação e diálogo, mas secretamente planeja um ataque terrestre. Mal sabem eles que os homens estão esperando a entrada dos soldados terrestres americanos para lançar fogo sobre suas almas e puni-los e a seus parceiros regionais para sempre”, afirmou.

Ghalibaf citou o plano de paz de 15 pontos que os EUA enviaram ao Irã, por meio do Paquistão, e alegou que os americanos buscam na diplomacia o que não conseguiram por meio da guerra. “Os Estados Unidos falam de seus desejos e do que não conseguiram na guerra como uma ‘lista de 15 itens’ e buscam isso na diplomacia. Enquanto os americanos buscarem a rendição do Irã, a resposta de seus filhos a esses desejos americanos é clara: Jamais aceitaremos a humilhação“.

Na sexta-feira (26/3), o jornal americano Wall Street Journal afirmou que os EUA avaliam enviar mais 10 mil militares terrestres ao Oriente Médio. O país estaria planejando, inclusive, uma ofensiva contra a Ilha Kharg, que administra cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã.

Com a guerra entre os EUA, Israel e o Irã completando um mês neste fim de semana, ainda não há perspectiva de um desfecho próximo.

O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa um quinto do petróleo mundial, continua fechado desde o dia 28 de fevereiro, causando alta no preço do petróleo global. O Irã tem permitido, ocasionalmente, a passagem de embarcações de países que consideram aliados.

Neste domingo, chanceleres do Paquistão, Turquia, Egito e Arábia Saudita se reúnem na capital paquistanesa em um esforço para reduzir a escalada da guerra no Irã.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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