
As Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram nesta quinta-feira (19/3) que o bombardeio na Travessia de Qasmiya, no sul do Líbano, que deixou dois jornalistas russos feridos, ocorreu após aviso prévio à população civil da região.
Em comunicado, os militares israelenses disseram que “um aviso explícito havia sido emitido em relação a essa área” e que o ataque foi realizado “após tempo suficiente ter decorrido desde o alerta”.
Segundo as forças israelenses, o local atingido já havia sido evacuado no momento da ofensiva.
A operação, de acordo com a corporação, teve como alvo uma travessia utilizada pelo Hezbollah para transporte de armas e movimentação de combatentes.
“A ação visou uma estrutura logística usada para transferir milhares de armamentos, incluindo foguetes destinados a ataques contra civis israelenses”, afirmou o major Rafael Rozenszajn, porta-voz das IDF.
Ainda segundo o comunicado, as forças israelenses “não têm como alvo civis nem jornalistas” e adotam protocolos operacionais para reduzir danos colaterais sempre que possível.A corporação reforçou que os profissionais atingidos “não eram, de forma alguma, o alvo da operação”.
O ataque foi registrado por uma equipe da emissora estatal russa RT. Um vídeo divulgado pelo canal mostra o jornalista usando colete à prova de balas com a inscrição “Press” momentos antes de uma explosão ocorrer nas proximidades.
A emissora afirma que o míssil caiu a poucos metros da equipe, ferindo dois profissionais.
Reação russa
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, declarou que o episódio não pode ser tratado como acidental.
“No contexto do assassinato de 200 jornalistas em Gaza, não se pode qualificar o que aconteceu hoje como acidental”, disse, em publicação nas redes sociais.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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