A médica e ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB), será mesmo a vice na chapa da candidata ao governo, Mailza Assis (PP). Jéssica é dona de uma aceitação estupenda no segundo colégio eleitoral do Acre, Cruzeiro do Sul, e a última eleição para a prefeitura daquele município mostrou isso. Sua liderança se estende aos demais municípios da região do Juruá. Não há pressa para o MDB anunciar de forma oficial o seu nome, isso deve acontecer depois da posse da Mailza no governo, no próximo dia 4, com a presença de lideranças nacionais da sigla. E não é ela que tem de dizer ser candidata, mas o seu partido. E pela informação que tenho sua indicação é um assunto pacificado entre o MDB e a federação PP e UB. O resto é teoria da conspiração, fato natural que acontece em todo período pré-eleitoral.
Acompanhada de outros políticos, a vice-governadora Mailza Assis (PP) saiu da bolha palaciana e fez ontem uma visita aos comércios que circundam a rua Epaminondas Jácome. Terá como um de seus mais fortes cabos-eleitorais na capital, o ex-prefeito Marcus Alexandre (MDB). O caminho é ir para as ruas para ser mais conhecida e interagir com a população.
A direção regional do MDB está com a petição jurídica pronta para entrar na justiça e pedir o mandato do vereador Eber Machado (MDB), por infidelidade partidária, assim que ele registrar no TRE-AC a sua entrada num novo partido. Eber sabe que vai perder, pela lei, o mandato pertence ao partido e não ao parlamentar. Há farta jurisprudência sobre casos similares.
A ponta de outra briga dentro do MDB, explodiu entre o partido e o senador Márcio Bittar (PL), por conta da ida da ex-prefeita Leila Galvão (MDB), para disputar a eleição pelo PL. O clima que estava azedo entre Bittar e o MDB, por conta de divergências na última eleição municipal, azedou mais ainda por conta do episódio de Leila.
A cúpula do MDB se queixa de que Leila Galvão (MDB) não foi transparente ao não comunicar a sua saída do partido, da qual só teve conhecimento por este BLOG. Hoje, o presidente do MDB, Vagner Sales, vai à Brasiléia conversar com ela, e tentar lhe demover da idéia de deixar o partido. Ao decidir ir para o PL, Leila criou uma intriga interna na aliança PP-UB-MDB. A vice-governadora Mailza Assis (PP) deve conversar com ela amanhã, sobre a confusão.
No caso da ex-prefeita Leila Galvão (MDB), o seu grupo errou ao articular a sua saída na surdina, sem avisar o partido; mas é um direito dela se juntar a uma sigla pela qual ache que possa se eleger deputada federal. O seu grupo entendeu que a chapa do MDB ficou grande demais para seu tamanho. O resto, é parte do jogo.
Tenho como avaliação que ninguém coloca a faca no pescoço de ninguém para sair de um partido, todo casamento pode um dia ter divórcio. E chapa boa para mim, é a chapa que tem componentes com votos. Na política você tem que ser medido pelo seu potencial, e não pelo potencial do companheiro de chapa. Na mesa do jogo de uma campanha, quem tem pouca ficha, não entra em parada de cacife grande.
O senador Alan Rick (Republicanos) esqueceu durante todo este tempo de pré-campanha, que uma candidatura majoritária precisa de chapas fortes para deputado estadual e deputado federal. A sua chapa para federal, fora o deputado Roberto Duarte, não tem outros nomes relevantes. E, a sua chapa para a ALEAC, é mediana. A não ser que até o próximo dia 4, aconteçam novas filiações de peso que mude o quadro atual.
O comentário que tomou conta ontem dos bastidores políticos, foi sobre a possibilidade de uma aliança do grupo do deputado Emerson Jarude (NOVO) com o senador Márcio Bittar (PL), e que vai adotar uma posição de independência na campanha. Ambos teriam conversado sobre o assunto. Mandei mensagem para o deputado Jarude, mas até o fechamento do BLOG não deu retorno. Fica o espaço aberto. Na política, nada é impossível.
Ambos com estruturas e muitos votos. O MDB abrirá a nova semana com a filiação do ex-deputado Ney Amorim, na terça-feira; e da deputada federal Antônia Lúcia, na quarta-feira. Vão se somar à chapa do MDB para a Câmara Federal, que conta ainda com nomes fortes, como de Pedro Longo e Minoru Kinpara.
Em mensagem enviada ontem ao BLOG, o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, negou que tenha tido entendimentos com lideranças do PP, para ser candidato a deputado federal pelo partido. Não comentou nada, além disso. Até o dia 4, todo tipo de dúvida política será tirada.
O governador Gladson Cameli começa a nova semana na reta final de sua saída do governo e, na temporada em que até o cafézinho servido pelo garçom oficial vem frio.
Disparadas, as duas chapas mais fortes para deputado federal serão as da federação PP e UB, e a do MDB. Todas com raposas felpudas da política.
A candidatura do deputado federal Coronel Ulysses (UB) à reeleição já era forte, e com a aliança com o deputado Afonso Fernandes, ficará mais forte ainda. Ambos se completam, politicamente.
Muitos deputados estão se recusando a entrar na chapa da federação PP e UB, por conta do grande número de parlamentares com fortes estruturas. Estão se refugando a ser boi de piranha. Lá, é a chapa da morte.
Ainda é desconhecida a chapa que o prefeito Tião Bocalom – deixa o cargo dia 4- apresentará para a disputa de vagas na Câmara Federal. Conhecidos apenas os nomes da sua mulher Kelen Bocalom e do seu secretário João Marcos.
Quem conversa com o prefeito Tião Bocalom nota o seu otimismo de que, num eventual segundo turno da eleição para o governo, ele estará presente. E, não adianta falar em pesquisa para mensurar a sua chance, que ele não acredita.
No início da semana, segunda-feira ou terça-feira, teremos mais uma pesquisa sobre a disputa para governador e senador sendo divulgada. Volto a lembrar que a pesquisa registra um momento, e que estamos ainda distante da campanha, que é quando a eleição vai ser decidida. Assim, pois, ninguém se entusiasme com os resultados de agora.
Os dirigentes da federação PT-PV-PCdoB, acreditam que podem eleger um deputado federal nas sobras do coeficiente eleitoral. Os seus nomes mais fortes são Perpétua Almeida, Virgílio Viana e André Kamai.
O candidato do campo progressista dos partidos de esquerda, que terá o médico Thor Dantas (PSB) como candidato ao governo, ainda não definiu quem ocupará o espaço de vice na sua chapa.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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