
A brasileira Nicole Silveiradisputou neste sábado (14/2) a prova do skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno e encerrou sua participação no 11º lugar, após completar o percurso em 3min51s82. O resultado, apesar de ser histórico para o País, deixou a atleta fora do top 10 e, consequentemente, da briga por medalhas em Cortina d’Ampezzo, uma das sedes da edição de Cortina-Milano 2026.
Apesar de não alcançar o pódio, Nicole valorizou o desempenho e destacou a evolução ao longo do ciclo olímpico. Segundo ela, a parte inicial da pista foi o maior desafio.
“A parte de cima da pista é a mais difícil, mas, sinceramente, eu fiquei muito feliz com todas as descidas que eu tive. Tive dificuldades com essa pista em novembro e agora eu acertei. Quando eu assisto as minhas descidas, em comparação com as outras, consigo ver que estou entre as melhores do mundo”, afirmou.
A posição também representou um avanço em relação à participação anterior da atleta nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022, quando terminou na 13ª posição. Para Nicole, a evolução precisa ser analisada dentro do contexto atual da modalidade.
“Fico muito feliz com o 11º lugar, foi melhor que Pequim. Significa muito mais que o 13º lugar porque o nível de competitividade dentro desses quatro anos que vieram está muito alto. Qualquer uma entre as Top-12 poderia medalhar durante a Copa do Mundo, por exemplo. Então estou muito feliz com essa colocação”, avaliou.
Referência do skeleton brasileiro, Nicole também projetou os próximos passos da modalidade no país. Sem confirmar seus planos pessoais para o futuro, a atleta destacou a importância de investir na base visando os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude.
“Não sei o que o futuro tem para mim. Só sei que os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude vão vir em 2028 e a ideia é achar jovens de 15 a 17 anos para ajudá-los a se desenvolver no skeleton e continuar criando história para o Brasil”, completou.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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