
A Justiça da Argentina solicitou nesta quarta-feira (4/2) aos Estados Unidos a extradição do líder chavista Nicolás Maduro, atualmente detido em Nova York, para que ele seja interrogado no âmbito de uma investigação por crimes contra a humanidade, segundo decisão judicial.
O pedido foi assinado pelo juiz federal Sebastián Ramos, responsável por um processo que tramita desde 2023 e se baseia no princípio da jurisdição universal, que permite a um país investigar e processar graves violações de direitos humanos independentemente de onde tenham ocorrido.
“Cumpram-se rigorosamente os requisitos estabelecidos no mencionado Tratado, e proceda-se ao pedido de extradição através da Direção de Assistência Jurídica Internacional do Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto da Nação, junto com a documentação exigida”, afirma o texto.
Queda de Maduro
Segundo a determinação, a extradição deve ser formalizada por meio da Direção de Assistência Jurídica Internacional do Ministério das Relações Exteriores argentino, conforme o Tratado de Extradição firmado entre Argentina e Estados Unidos em 1997.
Conforme o documento, o objetivo é que Maduro seja submetido ao processo judicial argentino e preste depoimento sobre as acusações, que se originam de denúncias movidas por organizações civis representando vítimas venezuelanas.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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