
O uso de lança-perfume, substância proibida desde os anos 1960, continua comum em festas e eventos de grande público em todo país.
No Distrito Federal, a Polícia Militar do DF apreendeu 112 litros da droga em 2025, e só em janeiro deste ano já foram retirados de circulação 21 litros. A substância é especialmente frequente em festividades como o Carnaval, quando a aglomeração facilita a comercialização e o consumo.
Em Goiás, um traficante foi preso no mês passado com 30 frascos de lança-perfume produzidos com antirrespingo de solda, um produto químico nocivo à saúde e capaz de provocar a morte.
O que é Lança-perfume
O lança-perfume é composto por solventes químicos altamente tóxicos, como clorofórmio e éter. Segundo o psiquiatra Arthur Guerra, coordenador do Núcleo de Álcool e Drogas do Hospital Sírio-Libanês, a mistura volátil é inalada e provoca rapidamente sensações como tontura e euforia: “Pode provocar sonolência, confusão mental, visão turva e dificuldade para falar”, explica.
O uso da substância pode provocar confusão, comportamento incoerente, crises convulsivas, desmaios, fala arrastada, fraqueza súbita, perda de consciência e prejuízo na função motora.
Também podem surgir falta de ar, arroxeamento dos lábios e das unhas, engasgos e aspiração de vômito. No sistema cardiovascular, podem ocorrer queda da pressão, batimentos acelerados ou irregulares e dor no peito.
Diante desses sinais, o quadro é considerado uma emergência e a pessoa deve ser levada imediatamente ao pronto atendimento.
Se associado com outras drogas, o lança-perfume pode ser ainda mais perigoso e até mesmo matar.
Mistura com outras substâncias
O médico psquiatra reforça que não existe antídoto os danos provocados pelo uso do lança-perfume.
“Em casos mais graves, pode ser necessário interromper imediatamente o uso da substância e até realizar intubação, se houver risco respiratório”, detalhou Arthur Guerra.
Além do dano à saúde, lança-perfume é crime
Comprar ou vender lança-perfume é crime associado a tráfico de drogas e pode dar prisão de cinco a 15 anos, conforme prevê a legislação penal brasileira.
Durante o Carnaval do DF, mais de 2 mil policiais militares estarão nas ruas para reforçar a segurança. O esquema conta com revistas em pontos estratégicos, patrulhas a pé, motorizadas e especializadas, incluindo ROTAM, PATAMO, Policiamento Montado e BPCães.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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