
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), entrou em campo para tentar resolver o imbróglio causado pela decisão do ministro do STF Luiz Fux de suspender as novas regras para eleição indireta ao governo do Rio.
Segundo apurou a coluna, Sóstenes procurou alguns ministros do STF nesta semana para tentar articular uma saída jurídica. Atual governador do Rio, Cláudio Castro (PL), deixará o cargo nos próximos dias para concorrer ao Senado.
Para tentar viabilizar um de seus secretários como candidato ao mandato-tampão, Castro sancionou uma lei que alterou de seis meses para 24h o prazo de descompatibilização de cargos públicos para quem for concorrer.
Fux, entretanto, suspendeu a lei, mantendo o prazo de seis meses. A decisão do ministro, na avaliação dos aliados de Castro, favoreceria o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que concorrerá ao governo fluminense em 2025.
Com o prazo de seis meses, Castro não conseguirá emplacar seu secretário das Cidades, Douglas Ruas (PL), como candidato ao mandato-tampão. Ruas também será o nome do PL na disputa ao governo do Rio em outubro.
Eleição tampão
O Rio terá de fazer uma eleição para governador tampão após a renúncia de Castro porque está sem vice-governador desde 2025, quando Thiago Pampolha renunciou ao posto para virar conselheiro do Tribunal de Contas fluminense.
O próximo na linha de sucessão seria o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Entretanto, ele está afastado do cargo pela Justiça, por suposto envolvimento no vazamento de uma operação da Polícia Federal.
Assim, a lei obriga a realização de uma eleição indireta, em que somente os deputados estaduais votam. Enquanto o governador tampão não é escolhido, o estado ficará sob o comando do presidente do Tribunal de Justiça do Rio.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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