
Diz a ministra Cármen Lúcia que a homenagem a Lula na Sapucaí este ano é terreno de “areia movediça”. Não para a Acadêmicos de Niterói, mas para o presidente.
O desfile não foi proibido — afinal, censura prévia não combina com democracia. Mas o alerta do TSE está dado: quem entra nessa avenida sem cautela corre o risco de afundar.
O perigo é transformar o samba em comício e a biografia do presidente em prova de propaganda antecipada.
Vale a pena? Sinceramente, parece um risco desnecessário. O ganho de imagem é incerto, mas o prejuízo é quase garantido.
O risco ganha corpo com a, até o momento confirmada, participação de Janja no desfile. Como destaque no último carro, a primeira-dama oferece à oposição o alvo perfeito. Se a avenida virar palanque, o estrago será inevitável.
Foi para tentar estancar esse sangramento que a AGU deu o “freio de arrumação”: ministros não desfilam e as passagens devem sair do próprio bolso.
Há ainda o risco do simbolismo amargo, o verdadeiro “tiro no pé”. A escola é estreante. Se a agremiação cair levando a biografia de Lula no enredo, o meme já vem pronto: os adversários dirão que o tema “rebaixou” o presidente.
Isso tudo sem contar a possibilidade de “jogo sujo” de inimigos que enxergam o risco como oportunidade.
No Carnaval da política, um passo em falso na avenida custa caro. O momento é de mais cautela e menos folia.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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