
O presidente Lula demonstrou incômodo, nos bastidores, com o método utilizado pela Polícia Federal (PF) em relação ao ministro do STF Dias Toffoli no Caso Master.
Segundo aliados, Lula ficou “surpreso” com o fato de a PF ter investigado Toffoli sem autorização do STF, com base nas mensagens do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Em conversas reservadas, Lula avaliou que a PF não deveria ter cruzado informações, mas, sim, feito um relatório apenas informativo sobre o conteúdo encontrado no celular.
O presidente também avaliou que o assunto deveria ter sido conduzido pela PF de forma institucional, por meio do Ministério da Justiça, a quem a corporação é suborinada.
Como noticiado pela coluna, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou o relatório sobre as menções a Toffoli pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira (9/2).
No governo, a avaliação é de que Andrei deveria ter primeiro submetido o material à Procuradoria-Geral da República (PGR), e não ter levado o relatório diretamente para Fachin.
“O presidente ficou ficou surpreso com o método. A PF não pode confundir uma questão institucional com ambiente criminal. A discussão era institucional, e nunca criminal”, disse à coluna, sob reserva, um aliado de primeira hora de Lula.
Embora tenha discordado do método da PF, auxiliares dizem que o presidente concordou que o melhor caminho para Toffoli seria deixar a relatoria do caso, o que aconteceu na quinta-feira (12/2).
A avaliação de Lula, segundo pessoas próximas, foi de que a situação do ministro se complicou e passou a comprometer a imagem do Supremo como um todo.
Atuação da PF respinga em Lula
Apesar de Lula ter demonstrado incômodo com o método usado pela PF em relação a Toffoli, a atuação da corporação acabou respingando no presidente da República.
Para ministros do STF ouvidos pela coluna, a cúpula da Polícia Federal não teria agido dessa maneira sem o respaldo de Lula, de quem o atual chefe da PF é muito próximo.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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