
A mãe da ex-deputada federal Carla Zambelli, Rita Zambelli, disse que “recebeu um golpe muito duro” ao saber da autorização da extradição da filha, autorizada pela Justiça da Itália nessa quinta-feira (26/3). Em vídeo publicado nas redes sociais, na noite dessa quinta-feira (26/3), disse acreditar que a defesa consiga mudar a sentença do Ministério da Justiça italiano.
“Hoje meu coração recebeu um golpe muito duro com essa decisão da Justiça italiana favorável à extradição da minha filha. Eu alimentei até o último segundo a esperança de que esse pesadelo acabasse. E fosse finalmente liberada dessa perseguição injusta. Agora, nós temos 15 dias para recorrer”, declarou Rita.
“Eu sei que ela não volta agora. Enquanto eu tento processar essa dor, minha fé me sustenta e me diz que Deus tem o controle de tudo”, disse ela, que agradeceu pelas orações de apoiadores e pediu “coragem” à ex-deputada.
A sentença da Justiça italiana, que autorizou o processo de extradição de Carla Zambelli, destacou que a condenação da ex-deputada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é “irrevogável”.
“Minha filha, eles podem tentar te calar, calar a sua voz, mas você jamais será silenciada, porque ela ecoa através dos quase 1 milhão de votos que você teve e através de todos os brasileiros cidadãos de bem que odeiam a injustiça”, disse Rita Zambelli no vídeo publicado.
No documento italiano, também foi avaliado que a Penitenciária Feminina de Brasília, conhecida como Colmeia, tem perfeitas condições de receber a ex-parlamentar.
A extradição é o processo oficial pelo qual um Estado solicita e obtém a entrega de uma pessoa condenada ou suspeita de cometer um crime.
Condenada pelo STF
No ano passado, Carla Zambelli teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol ao fugir do país depois de ser condenada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do CNJ.
Em 25 de maio, a ex-parlamentar deixou o Brasil por via terrestre pela fronteira com a Argentina, na região de Foz do Iguaçu (PR). Ela foi para os Estados Unidos e, depois, para a Itália – onde foi presa em 29 de julho.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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