Mailza manifesta simpatia por Nicolau Júnior como seu vice

Volto a reiterar: checo tudo antes de publicar uma nota no BLOG para não dar barrigada, mas não brigo com uma notícia. O deputado Nicolau Júnior (PP) confirmou ontem que numa conversa informal entre ele e a vice-governadora Mailza Assis, no gabinete da presidência da ALEAC, ela manifestou de maneira informal ser simpática a tê-lo como vice na sua chapa que disputará o governo. O argumento usado é o fato do Nicolau, além da sua simpatia, ter também a simpatia do governador Gladson Cameli. A conversa aconteceu semana passada durante o ato do Parlamento Amazônico, na ALEAC. Nicolau ressaltou que a conversa não avançou, por não ter falado com o governador Gladson sobre o assunto. “É uma decisão que não posso tomar sem ouvir o Gladson e o grupo que me acompanha politicamente. Temos que ter um vice que seja da confiança para ser candidato à sucessão da Mailza, caso ganhe a eleição”, ponderou Nicolau. O parlamentar fez questão de enfatizar que não houve um convite oficial por parte da vice-governadora Mailza Assis, mas apenas uma manifestação de simpatia. E que não aconteceu nenhuma outra conversa sobre a hipótese. Mas, diz o ditado: Onde existe fumaça, há fogo.

A publicação do convite do governador Gladson Cameli para o ato de fechamento da aliança com o senador Márcio Bittar (PL), para este estar na chapa que disputará o governo pela federação em formação entre PP-UB, causou constrangimento nas lideranças do MDB, que se sentiram preteridas e magoadas. O fato fez crescer mais dentro do MDB o movimento por uma aliança com o candidato ao governo, senador Alan Rick (Republicanos). O MDB deve dar sua posição final sobre com quem vai se coligar na próxima semana.

O sentimento dentro do MDB é o de que se o governador Gladson Cameli e a vice-governadora Mailza Assis de fato quisessem o partido como aliado, teriam feito o gesto que estão fazendo com o PL do senador Márcio Bittar.

Sobre o assunto, o presidente do MDB, Vagner Sales, disse que vai esperar até segunda-feira, para saber se o governador Gladson e a vice Mailza vão cumprir o acertado de que o MDB indicaria o vice e seria ajudado na formação da chapa para deputado federal. “Se não der certo, não tem problema, vamos procurar outro caminho, mas garanto que o MDB não ficará desgarrado”, enfatizou Vagner ao BLOG.

Por todos estes acontecimentos narrados acima, não é verdade que a aliança do grupo do governo com o MDB esteja sacramentada. Não tem nada resolvido, está na estaca zero.

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, está aguardando para a próxima terça-feira a resposta do presidente do PSDB, Aécio Neves, se entrega o partido para ele ser candidato ao governo. Se a resposta for negativa, a possibilidade é grande de Bocalom ser candidato pelo AVANTE.

O tempo corre contra o prefeito Tião Bocalom. Dando certo ou não dando certo conseguir o PSDB, o Bocalom corre contra o tempo, tem que apressar para formar até 4 de abril chapas para deputado federal e deputado estadual, e fazer as filiações partidárias no novo partido em que estiver. Será uma tarefa complicada pela falta de bons nomes disponíveis.

Caso o MDB não forme na aliança do governo e o PSDB saia da sua órbita, a candidatura de Mailza Assis ao governo, vai perder um bom tempo eleitoral no rádio e na televisão. Sem falar no Solidariedade, que por estar numa federação com o PRB, seu presidente e deputado federal Eduardo Veloso, não poderá somar seu tempo de televisão ao da candidata Mailza.

Diz o ditado que a vingança é um prato que se come frio. A ida do senador Márcio Bittar (PL) para a aliança da candidata Mailza Assis, foi um golpe duro no deputado federal Eduardo Veloso, que esperava ser o ungido para a segunda vaga de senador. Bittar e Veloso romperam politicamente.

Outro que ficou fora da chapa do governo foi o senador Sérgio Petecão (PSD). Mas, isso não lhe abalou: “Vou ser na campanha o Petecão Independente Futebol Clube. Os candidatos do partido estão liberados para votar e trabalhar para qualquer candidato ao governo. Vou tocar a minha campanha, que se encontra às mil maravilhas”, falou ontem ao BLOG.

Ontem, o senador Sérgio Petecão (PSD) fez dois atos políticos grandes com seus apoiadores, os prefeitos de Tarauacá e Feijó. Está entusiasmado.

Quem também andou pelo interior ontem foi o governador Gladson Cameli, junto com o secretário de Educação, Aberson Carvalho. Estiveram em Jordão e Porto Walter, entregando material para a rede escolar e fazendo política. Gladson deve deixar o governo dia 2 de abril, quando passará o cargo para a vice-governadora Mailza Assis. É favorito a ficar com uma das vagas para o Senado.

Até o dia 4 de abril deverá acontecer uma corrida de novas filiações e trocas de partido. O único que se movimentou até aqui foi o deputado Eduardo Veloso, que trocou o União Brasil pelo Solidariedade.

Conversei ontem com alguns apoiadores da candidatura do prefeito Bocalom, e todos otimistas de que vão conseguir a legenda do PSDB, para a sua candidatura.

Quem fez um belo trabalho, mas pouco divulgado, foi a secretária Márdhia EL-Shawwa. Entre suas pautas positivas, vou pinçar algumas: proporcionou cursos nos 22 municípios por meio do programa Impacta Mulher, ampliando a inserção no mercado de trabalho para mulheres em situação de vulnerabilidade; instalação da Casa Mulher Brasileira; ampliou as políticas públicas por meio do Ônibus Lilás, que percorre os municípios levando atendimento jurídico e psicológico, além de promover ações educativas; e fortaleceu a rede de proteção às mulheres com a Criação de Centros de Referência de Atendimento à Mulher. São conquistas que devem ser registradas.

Até o dia 4 de abril vai ficar tudo embolado na formação de chapas para deputado federal. Nenhum partido tem garantia de que contará com este ou aquele candidato em sua chapa. Vai rolar muitas surpresas.

A próxima semana, também, será decisiva no bloco da esquerda, quando o ex-governador Jorge Viana (PT), poderá anunciar se será candidato ou não ao Senado. Sua candidatura se encontra em Stand By. Ele virá para conversar com os partidos do seu campo sobre a candidatura. Vai ouvir muitos apelos para não desistir de disputar o Senado.

“No Brasil, em política, nada se perde e nada se transforma -tudo se corrompe”. Millôr Fernandes.

Luis Carlos Moreira Jorge, Bacharel em Direito, no jornalismo político desde 1978, militou nos principais órgãos de comunicação do estado, foi secretário de Comunicação de três governadores e três prefeitos.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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