
Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, afirmou, nesta quarta-feira (18/3), que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, era um “pau mandado” de um nome oculto da empresa.
Em depoimento, o gestor de fundos citou o empresário Nelson Tanure como uma das “cabeças” do Master. “O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, eu acho que é o mais alto da hierarquia […] O meu sentimento é que [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara [do banco], para fazer as conexões políticas”, declarou.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna Dinheiro e Negócios, o megainvestidor é conhecido como “devorador de empresas” por conta da atuação em companhias à beira do colapso financeiro.
Ele foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, que também teve como alvo o dono do Master.
Conhecido no mercado por atuação incisiva,
Tanure é conhecido no mercado por direcionar investimentos para empresas com ativos desvalorizados, adquirindo participações a preços inferiores ao potencial.
Após ingressar no capital dessas companhias, o empresário costuma defender reestruturações profundas e pressionar por mudanças significativas na gestão.
O padrão de atuação já foi observado em companhias como as telecomunicações Oi e Telemar, a construtora Gafisa e os veículos Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil. Entre os movimentos mais recentes, destaca-se a investida na gestão do Grupo Pão de Açúcar (GPA).
O Metrópoles tenta contato com a defesa de Tanure. Em caso de resposta, a reportagem será atualizada.
Investigadores tratam Tanure como sócio oculto do Master
Nelson é tratado pelos investigadores à frente da apuração sobre supostas fraudes financeiras no Master como “sócio oculto” da instituição financeira fundada por Daniel Vorcaro.
“Quanto a Nelson Tanure, a autoridade policial salientou que ele é apontado como o beneficiário final da Lormont Participações S.A., cujas CCBs de R$ 73,7 milhões concentraram 97% da carteira do FIDC Maranta em operação entre partes relacionadas, é também assentado como sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”, diz o trecho.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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