Master: por que auxiliares de Lula gostaram de Mendonça como relator

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Andre Mendonça foi indicado por Bolsonaro

Integrantes do Palácio do Planalto avaliaram como “positiva” a escolha do ministro do STF André Mendonça como novo relator do Caso Master, após Dias Toffoli deixar a função.

A avalição dos auxiliares de Lula é de que o fato de Mendonça não ter proximidade com o governo ajuda a afastar qualquer tipo de inferência de relação do petista com o Caso Master.

Mendonça foi indicado para o Supremo por Jair Bolsonaro. O ministro é pastor da Igreja Presbiteriana e ocupou os cargos de advogado-geral da União e ministro da Justiça no governo do ex-presidente.

Toffoli, por sua vez, foi indicado Lula em 2009, durante o segundo mandato na presidência da República, o que era usado pela oposição na narrativa de tentar colar o Caso Master ao governo Lula.

Embora o presidente não tenha relação com o banco, lideranças bolsonaristas avaliam que Lula estaria preocupado com a citação de aliados do PT da Bahia no caso.

Troca de relatoria

Toffoli foi pressionado a deixar a relatoria após um relatório da Polícia Federal apontar menções ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco Master

Mais cedo, a coluna mostrou que Lula ficou  “surpreso” com o fato de a PF ter investigado Toffoli sem autorização do STF, com base nas mensagens do celular de Vorcaro.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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