
Condição que decorre da interrupção do fluxo sanguíneo para uma área do cérebro, o acidente vascular cerebral (AVC) ocasionou a morte de mais de 174 mil pessoas no período de 2019 a 2023. Conforme artigo publicado na Revista Brasileira de Implantologia e Ciências da Saúde, em março do ano passado, a maior parte dos óbitos está concentrada em indivíduos com mais de 50 anos, especialmente acima dos 80.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o neurocirurgião vascular Victor Hugo Espíndola menciona alguns alimentos com potencial de reduzir o risco de AVC. Ele cita os vegetais verdes-escuros, a exemplo do espinafre, couve e brócolis. O médico destaca sobre essas opções terem nitratos naturais, compostos que auxiliam na redução da pressão arterial.
Segundo o especialista em doenças cerebrovasculares, os vegetais verdes-escuros têm vitamina K na composição. Esse nutriente está associado à saúde vascular. Os alimentos também apresentam fibras, eficientes contribuir no controle do colesterol. “A redução da pressão arterial é, isoladamente, uma das medidas mais eficazes para prevenir o AVC”, pondera o neurocirurgião vascular.
Outros alimentos elencados pelo médico são as oleaginosas, em especial nozes, castanhas e amêndoas. Essas opções têm alto teor de magnésio, potássio e compostos anti-inflamatórios, além de gorduras boas mono e poli-insaturadas. “O consumo regular está associado a melhor perfil lipídico, menor inflamação sistêmica e redução do risco cardiovascular e cerebrovascular quando inserido em uma dieta equilibrada”, frisa.
Entre as principais causas de morte e incapacidade no Brasil, consta o acidente vascular cerebral (AVC). Em 2024, o número total de óbitos pela condição chegou a 85.427 casos, conforme dados da Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC). Esse quantitativo ultrapassou o de infarto, que matou 77.886 pessoas no mesmo período. No mundo, o AVC é a segunda maior causa de óbitos.

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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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