Medvedev alerta para nova corrida armamentista com fim do New START

Imagem colorida de Dmitry Medvedev e Vladimir Putin - Metrópoles

O mundo pode entrar em uma nova corrida armamentista caso o tratado New START, último grande acordo de controle de armas nucleares entre Rússia e Estados Unidos, expire sem prorrogação. O alerta foi feito pelo ex-presidente russo Dmitry Medvedev, atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, nessa segunda-feira (26/1) a poucos dias do fim previsto do pacto.

“O mundo poderá entrar numa nova e perigosa fase de incerteza”, alertou.

Assinado em 2010 por Medvedev e pelo então presidente norte-americano Barack Obama, o New START limita a 1.550 o número de ogivas nucleares estratégicas implantadas por cada país.

Caso o tratado expire em 5 de fevereiro, será a primeira vez desde 1972 que não haverá limites legalmente vinculantes para os dois maiores arsenais nucleares do mundo.

Medvedev classificou o acordo como uma conquista diplomática de “ganha-ganha”, baseada em “compromissos reais”, e afirmou que ele teve um “papel positivo” para a estabilidade global.


O que é o New START


Críticas aos EUA

Segundo o russo, o fim iminente do tratado é consequência direta da postura de Washington.

Ele atribuiu a deterioração do New START ao que chamou de “abordagem irresponsável dos Estados Unidos” na implementação do acordo, citando ainda o sistema de defesa antimíssil conhecido como “Domo Dourado” e declarações americanas sobre uma possível retomada de testes nucleares.

O ex-presidente explicou que essa postura levou Moscou a suspender sua participação no tratado em 2023, após o início da guerra na Ucrânia. Ainda assim, afirmou que a Rússia continuou respeitando os limites numéricos previstos no acordo.

“Apesar da suspensão, seguimos observando os parâmetros centrais”, disse.

Proposta russa

No fim de setembro, Putin propôs estender o New START até fevereiro de 2026, mantendo os limites de 1.550 ogivas nucleares estratégicas e 700 sistemas de lançamento por país. Segundo o presidente russo, a prorrogação dependeria de os Estados Unidos não adotarem medidas que comprometam o equilíbrio da dissuasão nuclear.

A proposta ocorre em meio à deterioração das relações entre Washington e Moscou, agravadas pela guerra na Ucrânia, que já ultrapassa três anos de duração.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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