Michael Jackson teria molestado menino nas casas de Elton John e Elizabeth Taylor

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Michael Jackson File Images

Os responsáveis pelo espólio de Michael Jackson estão sendo processados por quatro irmãos que integrariam a chamada “segunda família” do artista. Na ação, eles apresentam novos relatos sobre supostos abusos sexuais que afirmam ter sofrido quando eram crianças. O processo sustenta, ainda, que um dos meninos teria sido molestado em propriedades de Elton John e Elizabeth Taylor.

Os autores da ação são os quatro filhos de Dominic Cascio, amigo próximo de Jackson: Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo. Eles acusam o cantor de aliciamento, fornecimento de álcool e drogas, estupro e outros abusos sexuais ao longo de cerca de 10 anos, período que teria começado quando alguns deles tinham apenas 7 anos.

De acordo com o jornal Los Angeles Times, os irmãos afirmam que o artista utilizava supostas frases-código, como “Posso ter uma reunião?”, “Chá do Yogi”, “Terra do Nunca” e “Vá para a Disneylândia”, para sugerir encontros privados que resultariam em atos sexuais.

A ação também alega que Jackson oferecia bebidas alcoólicas às crianças, chamadas, segundo o relato, de “Suco de Jesus” e “Suco da Disney”. Além disso, ele também lhes dava substâncias que as deixariam mais vulneráveis.

A denúncia também afirma que a equipe de Michael Jackson ajudava a encobrir os absusos: os funcionários reservavam quartos de hotel para os pais ficarem longe das crianças propositalmente, para que eles não soubessem quanto tempo o cantor passava com eles.

Os Cascio eram frequentemente descritos como a “segunda família” ou “família secreta” do cantor, acompanhando-o em turnês e passando feriados ao0 lado dele. O processo afirma ainda que Jackson costumava passar longos períodos na residência da família, em Nova Jersey, convivendo de forma próxima com os filhos de Dominic Cascio.

Relação de Michael Jackson com a família Cascio

A relação de longa data dos Cascio com Michael Jackson veio a público em 2010, quando a família participou do programa de Oprah Winfrey.

Na entrevista, eles foram apresentados como a “segunda família” secreta do astro e afirmaram que decidiram falar publicamente para “mostrar ao mundo quem Michael realmente era”. Na ocasião, a família declarou que os irmãos nunca haviam sofrido abusos e que não acreditavam nas acusações feitas contra o cantor.

A relação de Michael com os Cascio começou a mudar à medida que os quatro irmãos cresciam. Em 2019, vários membros da família firmaram um acordo com os herdeiros do cantor, concordando em permanecer em silêncio.

O acordo previa que o espólio de Michael Jackson pagasse a cada um dos irmãos cinco parcelas anuais de aproximadamente US$ 690 mil (R$ 3,6 milhões, na cotação atual). O valor funcionaria como indenização “pelos muitos anos em que Jackson abusou de cada um deles e pelo fato de a Jackson Organization ter permitido e acobertado o abuso”, conforme descrito na denúncia.

Os Cascio argumentam que o montante é “totalmente inadequado”, destacando que o cantor teria desembolsado US$ 25 milhões, em 1994, para encerrar as acusações de abuso feitas contra ele no ano anterior.

Agora, os quatro irmãos contestam o acordo na ação judicial apresentada recentemente. Eles alegam que foram coagidos a assiná-lo e que não tinham plena compreensão dos direitos deles no momento da assinatura.

A família também diz que o artista convenceu os pais deles a retirarem Aldo Cascio e Marie-Nicole Cascio da escola em duas ocasiões para “impedir a divulgação do abuso e obter mais acesso a eles”. A segunda vez ocorreu logo após as autoridades invadirem o rancho Neverland em 2003.

Michael Jackson foi acusado pela primeira vez de agressão sexual em 1993. As alegações foram feitas por Jordan Chandler, um menino de então 13 anos, que relatou abusos no rancho Neverland. Na época, a família Cascio não se manifestou contra o cantor.

Pedido de indenização

Em janeiro deste ano, os irmãos Cascio entraram na Justiça contra o espólio de Michael Jackson pedindo uma indenização de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão na cotação atual).

Quando surgiram as primeiras acusações contra Michael Jackson, Frank Cascio foi um dos principais defensores do artista. Em um livro lançado em 2011, ele descreveu as vezes em que dormiu na casa do cantor e afirmou que nunca percebeu nada de errado.

“Por mais estranho que pareça um adulto fazer ‘festas do pijama’ com crianças, não havia nada sexual. Na época, como criança, não notei nada, e hoje, analisando como adulto, também não vejo dessa forma. Tudo parecia inocente. Michael era uma criança por dentro”, escreveu.

Agora, porém, o advogado de Frank, Howard King, afirma que ele mudou de visão após anos de terapia. Segundo King, ao assumir o caso da família Cascio em 2024, ele gravou depoimentos detalhados dos cinco irmãos relatando os abusos que alegam ter sofrido. 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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