
A oposição voltou as críticas e possibilidade de ações judiciais em ala específica da escola Acadêmicos de Niterói que tratou de “neoconservadores em conserva”. A agremiação entrou na Marquês de Sapucaí nesse domingo (15/2) com uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e provocações ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), retratado como palhaço na prisão.
Evangélica, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou fortemente o desfile. “A fé cristã foi exposta ao escárnio em nome da cultura travestida de politicagem. Dizem que nosso país é laico, mas laicidade não autoriza zombaria, nem humilhação”, disse.
Michelle argumentou que apesar de o estado ser laico, a laicidade “não autoriza zombaria, nem humilhação”. A ex-primeira-dama ainda pediu que a Frente Parlamentar Evangélica se manifeste sobre o episódio.
Outros políticos, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Damares Alves (Republicanos-DF), também citaram a ala que retratou conservadores em “conserva”. O grupo classificou o retrato de famílias em latas de conserva como “inaceitável”.
Escola de samba explica a ala
A escola Acadêmicos de Niterói explicou que os “neoconservadores em conserva” representam o grupo dos que fazem oposição ao presidente da República, mais especificamente seguidores da direita bolsonarista.
A fantasia da ala trouxe uma lata de conserva, com uma defesa “família tradicional”, formada exclusivamente por um homem, uma mulher e os filhos. Na cabeça dos componentes, foi exibida uma variação de elementos para elencar diferentes grupos que “representam o neoconservadorismo”.
A escola retratou os seguintes exemplos: os representantes do agronegócio (na figura de um fazendeiro), uma mulher de classe alta (perua), os defensores da Ditadura Militar e os grupos religiosos evangélicos.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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