Ministra Gallotti pede para deixar investigação contra Buzzi no STJ

José Alberto/STJ
Imagem colorida da Nova ministra do TSE, Isabel Gallotti

A ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pediu para deixar a comissão encarregada de apurar denúncia de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi. O grupo foi instalado nesta quarta-feira (4/2) após reunião extraordinária do Pleno do STJ, que abriu sindicância para investigar os fatos atribuídos a Buzzi. O nome do magistrado acusado de assédio foi revelado pelo Metrópoles. 

Isabel Gallotti estava no grupo de apuração junto com os ministros Raul Araújo e Antonio Carlos Ferreira. No entanto, ela se declarou impedida e o ministro Herman Benjamin vai sortear outro ministro para atuar. Um dos critérios para a escolha é o tempo de casa do ministro.

Consta no sistema do STJ impedimento da ministra Gallotti de atuar nos casos envolvendo o ministro Buzzi por questões de ligações familiares.

Conforme mostrou a coluna Grande Angular, o ministro Marco Buzzi é alvo de grave acusação de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos, que passou as férias de janeiro hospedada na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC).

A moça é filha de um casal de amigos do ministro. No dia 9 de janeiro, eles se encontravam na praia, e, em determinado momento, a jovem foi tomar um banho de mar. Buzzi também estava dentro da água. Segundo relatos da jovem, que entrou em estado de desespero, o ministro, que estaria visivelmente excitado, tentou, por três vezes, agarrá-la.

Ela conseguiu se desvencilhar, correu para a praia e contou aos pais o ocorrido. Estupefato, o casal de amigos deixou o local e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência sobre o caso em uma delegacia de polícia.

Em nota, o ministro Marco Buzzi disse que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”. “Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, disse.

Sindicância

Nessa quarta, o pleno do STJ decidiu, por unanimidade, pela instauração de sindicância para investigar a denúncia. O caso também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Nunes Marques é o relator.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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