
A Polícia Civil de Piracicaba, em São Paulo, cumpriu, nessa quinta-feira (12/3), mandado de busca e apreensão na residência e no local de trabalho de um homem de 37 anos no município paulista. Ele é suspeito de uma série de ataques virtuais direcionados à primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha.
Durante as diligências, foi apreendido o aparelho de celular do homem que teria sido utilizado para realizar as ameaças à esposa do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). O material será submetido à perícia técnica para apurar a responsabilidade criminal.
Procurada pelo Metrópoles, Mayara Noronha Rocha confirmou o ataque e disse, por meio de nota, que “tomou ciência apenas agora dos desdobramentos dessa investigação“. “Não havia sido informada previamente sobre a realização da busca e apreensão e soube do fato por meio dos canais de informação.”
Sobre o caso, Ibaneis Rocha elogiou a ação da polícia. “Hoje a gente vive em um ambiente em que a internet se tornou terra de ninguém e as pessoas fazem os ataques, escrevem o que querem e difamam da maneira que querem, aí depois quando vai se buscar reparação na Justiça, já passou um desgaste muito grande. Tenho convicção que temos uma polícia bastante preparada. Só tenho orgulho”.
Investigação
A ação é um desdobramento da investigação iniciada em 19 de novembro de 2025 pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do DF (PCDF), após a formalização da denúncia de que um perfil no Instagram havia proferido ofensas e ameaças contra a primeira-dama do DF.
Segundo a denúncia, o usuário do perfil publicou comentários em postagens com conteúdo ofensivo e intimidatório à vítima. Dentre as publicações, ameaças veladas com referências a atos de violência.
Diante do teor das ameaças, a PCDF solicitou ao Poder Judiciário do DF medidas cautelares contra o suspeito. Ao analisar o caso, a Justiça do DF entendeu que a atribuição para julgar o caso era da cidade de Piracicaba (SP), em razão do autor ter inserido os dados na internet em tal localidade.
Um inquérito civil foi instaurado para dar prosseguimento às investigações de prática de crime contra a honra, perseguição e ameaça.
*Colaborou Francisco Dutra
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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