
A escalada do conflito no Oriente Médio colocou em xeque a realização do GP do Catar de MotoGP, previsto para os dias 10 a 12 de abril. A etapa, que seria a quarta da temporada 2026, passou a ser reavaliada pela organização da categoria diante do cenário de instabilidade na região.
CEO da MotoGP, Carmelo Ezpeleta, admitiu que o momento é delicadoe que a prova dificilmente ocorrerá na data inicialmente programada. A temporada começou no último fim de semana, na Tailândia, mas o foco agora se volta para a segurança logística e operacional do evento no Catar.
Em declaração durante um evento em Madri, o dirigente reforçou que a organização trabalha com alternativas: “Haveria possibilidade de voltar em outra data? Tranquilamente. Sempre temos um plano B”, garantiu Ezpeleta.
Apesar das dificuldades, o executivo evitou descartar oficialmente a etapa. Segundo ele, as conversas com as autoridades locais seguem em andamento desde os episódios mais recentes de violência na região.
“É preciso esperar, não posso dizer agora que não vamos. Estamos conversando com o Catar desde que aconteceu o que aconteceu no domingo e tomaremos uma decisão. É difícil irmos ao Catar em 12 de abril, mas não posso dizer que não iremos”, afirmou.
A principal alternativa estudada é adiar a corrida para uma nova janela no calendário. A possibilidade de substituir o circuito por outra praça, no entanto, foi prontamente afastada pelo dirigente.
“Ir para outro lugar, com certeza não. Encaixar depois no calendário? Somos ótimos em fazer calendários. Saberemos algo em breve, evidentemente. Estamos esperando que nos digam algo. Ainda há tempo”, declarou.
A instabilidade regional já provocou impactos em outras categorias do automobilismo. O World Endurance Championship (WEC), por exemplo, cancelou compromissos previstos no Oriente Médio devido à preocupações logísticas e de segurança. Outras competições com etapas programadas para abril também monitoram a situação.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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