Mulher descobre tumor cerebral raro após uma mala cair em sua cabeça

Reprodução/Facebook
Imagem colorida de mulher e homem brancos - Metrópoles

Foi a partir da queda de uma mala que a britânica Lauren Macpherson, de 29 anos, realizou exames que detectaram a presença de um tumor cerebral raro. O incidente revelador ocorreu em 2025, quando ela voltava de um festival de música em Londres, na Inglaterra.

Quando ela e seu namorado estavam no trem de volta para Cardiff, cidade no País de Gales onde ambos moram, a mala de 16 kg caiu na cabeça de Lauren, que acabou desmaiando. Após ser retirada do veículo, ela foi levada a um hospital na cidade de Swindon, na Inglaterra, local onde aconteceu o fato.

Ao realizar exames para verificar se estava bem, os médicos identificaram uma sombra no cérebro da mulher. Assim que chegou em Cardiff, Lauren realizou uma ressonância magnética. O resultado indicava se tratar de um tumor cerebral raro.

Inicialmente, os médicos suspeitavam se tratar de um glioblastoma, um tipo raro em pessoas jovens, agressivo e de crescimento rápido. Como consequência, a expectativa era que a britânica teria apenas mais dois anos de vida.


Sintomas de câncer no cérebro

Os sintomas variam de acordo com a localização do tumor no cérebro e costumam ser progressivos. Eles podem facilmente ser confundidos com os sintomas mais comuns do AVC. Entre os mais comuns estão:


Sinais suspeitos e tratamento

Em um relato a Brain Tumour Research, uma instituição de caridade que financia pesquisas para a cura de tumores cerebrais, Lauren conta que antes da descoberta da doença ela já tinha sintomas suspeitos.

Em 2023, durante uma viagem, Lauren desmaiou e os amigos que a acompanhavam desconfiaram que ela teve uma convulsão. No ano seguinte, a britânica sofreu com problemas de desregulação emocional, oscilando entre momentos de felicidade e tristeza, além de fadiga extrema.

“Eu também sofria de problemas intestinais graves há seis anos, com náuseas extremas. Fiz um teste de intolerância alimentar apenas um mês antes do meu diagnóstico, que deu negativo. Fiquei completamente desanimada porque sabia que algo estava errado, mas nem eu nem meu médico conseguíamos descobrir o quê”, conta a mulher.

Assim que foi diagnosticada, a jovem descreve que ficou assustada, mas ao mesmo tempo a ocorrência de tantos sintomas sem explicação fez mais sentido em sua cabeça. “Eu sabia que tinha um tumor cerebral. Se aquele acidente não tivesse acontecido, não sei quando teria sido descoberto”, diz Lauren.

Tratamento e como a mulher está atualmente

Através do plano de saúde do namorado, a mulher conseguiu realizar a cirurgia para a retirada do tumor mais rapidamente. O procedimento conseguiu extrair cerca de 80% da neoplasia.

Uma biópsia feita no conteúdo retirado apontou que, na verdade, o caso se tratava de um oligodendroglioma de grau 2, um tumor cerebral também raro, mas com um crescimento um pouco mais lento. Em Lauren, a doença ainda estava em estágio inicial.

Durante a recuperação, a mulher passou por algumas intercorrências como problemas na fala, náuseas e vertigem, mas que passaram posteriormente. Atualmente, Lauren realiza exames a cada três meses para monitorar o tumor.

Ela também está se preparando para começar a usar o vorasidenibe, um medicamento novo utilizado para bloquear o crescimento tumoral e adiar tratamentos agressivos como radio e quimioterapia. No Brasil, a terapia foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto do ano passado.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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