
Em 2025, a argentina Cecilia Capolupo passava férias no interior da Inglaterra, onde mora, quando começou a perceber mudanças no próprio corpo. Ela notou a barriga mais inchada e alterações nos hábitos digestivos, mas considerou que as mudanças eram consequência do período de recesso. Cecilia não imaginava que aqueles eram os primeiros sinais de um câncer de intestino.
Após o período de recesso em julho de 2025, Cecilia percebeu que os sinais não diminuíram. Na realidade, as cólicas estomacais que ela sentia se tornaram cada vez mais frequentes. Ela fez uma colonoscopia recomendada por seu médico e o exame revelou lesões compatíveis com o grau mais avançado de câncer colorretal.
“Fui fazer o exame como se fosse uma avaliação de rotina e acabei recebendo uma sentença de morte. Entrei em pânico e chorei o dia inteiro”, afirma ela em entrevista ao jornal Daily Mail.

Sinais do câncer foram diferentes
O tumor de Cecilia apareceu de forma surpreendente, já que ela não tinha casos na família e menos de 50 anos, idade em que é recomendado iniciar o check-up para os tumores intestinais com colonoscopias periódicas.
Exames de sangue oculto nas fezes também podem dar indícios precoces. Ela afirma que nunca teve os sinais mais típicos de um tumor de intestino, como as mudanças na frequência de ir ao banheiro ou ter sangue nas fezes, apesar do avançado estágio de seu tumor.
O tratamento começou já na semana seguinte, com sessões de quimioterapia quinzenais. Cecilia afirma que os dias de infusão do remédio a deixam muito debilitada, mas que pretende lutar sempre para poder ter mais tempo ao lado da família. Os parentes organizaram uma vaquinha on-line para lidar com os custos da doença.
“Normalmente, nos casos de doença avançada o tratamento é por terapia sistêmica antineoplásica, que inclui quimioterapia, terapias-alvo e também a imunoterapia em alguns casos selecionados. O tratamento é longo, pode tomar até cinco anos, mas o câncer de intestino é curável, dependendo do estágio do paciente”, conclui o oncologista Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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