
O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou, nessa quarta-feira (25/3) sete pessoas pela morte de Geves Alves da Silva. O crime foi cometido em 16 de abril de 2023, na QNM 18, em Ceilândia (DF).
A morte foi encomendada e planejada pela ex-esposa da vítima, Aila Lopes Neves, que alegou ter recebido um conselho espiritual de uma mãe de santo. Além de ser condenada a 24 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, a mulher perdeu a guarda do filho que teve com Geves.
A vítima foi executada por dois homens que passaram de moto na rua quando ela saía de um culto realizado em uma igreja na região.
A investigação apontou que Aila Lopes Neves (foto em destaque) foi responsável por arquitetar o delito, enquanto uma amiga dela, Stephanie Karoline Silva Vieira, operacionalizou a execução. Stephanie foi condenada a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão.
O júri aceitou a denúncia que narrou que o homicídio foi praticado com emprego de meio que gerou perigo e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, circunstâncias que qualificam o crime.
Além de Aila e Stephanie, outras cinco pessoas foram apontadas como corresponsáveis e foram também condenadas.
Participação e condenação dos outros cinco envolvidos:
Presas somente sete meses após o crime, Aila e Stephane passaram apenas seis meses na prisão. Elas respondiam ao processo em liberdade desde 2024. Francisca também estava em prisão domiciliar por questões de saúde.
Alex Sandro, Ezequiel, Ebeson e Nádia estavam presos preventivamente desde a época do crime.
O juiz do caso determinou a prisão imediata e execução da pena dos sete envolvidos.
Conselho espiritual
As investigações revelaram que Francisca seria mãe de santo de Aila e teria recomendado que ela acabasse com a vida do ex-marido, pois Geves supostamente tomaria a guarda do filho do casal.
A conselheira espiritual ainda orientou a mandante do homicídio em como vigiar a rotina da vítima e a auxiliou na escolha do melhor momento para a execução do crime.
Além disso, Geves teria cometido violência moral e física contra a ex. Os investigadores também descobriram haver um seguro de vida em nome dele, cujo valor chegou a ser pago à mandante do crime após a morte da vítima.
Com a colaboração da comparsa, Aila monitorou a rotina da vítima, e, juntas, as duas compraram uma motocicleta em um leilão – veículo usado no crime.
Os executores eram conhecidos de Aila. Cada um deles teria recebido cerca de R$ 20 mil para cometer o assassinato, segundo a polícia.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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