
O Coletivo Candiero lançou a música Auê nas plataformas musicais e viu a novidade viralizar nas redes sociais. O motivo, entretanto, é polêmico, visto que diversos evangélicos começaram a afirmar que o single gospel faz referências à umbanda.
Em um trecho da música, o grupo canta: “Agora que o Zé entrou e todo mundo viu/ E todo mundo olhou, e todo mundo riu/ Ninguém se acostumou, mas o céu se abriu/ Agora que a fé ganhou e a Maria sambou/ Sua saia balançou, alguém se incomodou/ Com a cor que ela mostrou, mas o céu coloriu”.
O trecho rapidamente foi relacionado com Zé Pilintra e Maria Padilha, entidades umbandistas, e gerou revolta na comunidade evangélica. A banda chegou a ser acusada de sincretismo religioso.
Escute:
“A música Auê mexe sim com imaginário sobre religiões de matriz africana”, criticou um internauta. “Se tem que explicar demais, está errado”, condenou outro.
Coletivo Candiero – Auê
Diante da polêmica, a cantora Ana Heloysa se pronunciou sobre o caso.
“Todo mundo conhece um Zé ou uma Maria. São os nomes mais comuns do Brasil. Encontramos eles em nossas casas, ruas e igrejas. Provavelmente tem alguém com esses nomes nas nossas famílias e, por mais comuns que sejam, são pessoas convidadas para o banquete de Deus”, descartando a relação com as entidades umbandistas.
O cantor Marco Telles, que faz parte do Coletivo Candiero, defendeu a música e afirmou que fez poesia na composição. “Auê é um grito de identificação entre nós, é uma identificação com a nossa própria cultura”.
Após a polêmica, a canção ultrapassou 1 milhão de visualizações e chegou no topo das paradas de streaming por conta da repercussão.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário