“Não é caso isolado”, alerta policial após feminicídios de colegas. Veja vídeo

Reprodução / Redes Sociais
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Uma policial militar usou as redes sociais para fazer um alerta sobre violência doméstica após dois casos recentes de feminicídio envolvendo agentes de segurança pública. Para a policial Thamara Santos, as mortes mostram que esse tipo de crime não é um caso isolado e pode atingir qualquer mulher.

“Eu quase nunca falo sobre isso por aqui, mas eu sou policial militar e atuo diretamente no combate à violência contra a mulher. Hoje acordei com a triste notícia de uma comandante da Guarda Municipal que foi morta pelo próprio companheiro”, afirmou. Segundo ela, a situação a afetou ainda mais porque chegou a conhecer a vítima em um curso de capacitação. A policial também alertou que a violência nem sempre começa com agressões físicas. “Ela começa com controle, com ciúme excessivo, com manipulação, culpa e medo”, disse.

O alerta foi feito após o assassinato da comandante da Guarda Municipal de Vitória (ES), Dayse Barbosa. Na madrugada desta segunda-feira (23/3), o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza invadiu a casa da ex-companheira e efetuou cinco disparos na cabeça dela enquanto a vítima dormia. Em seguida, ele tirou a própria vida. A principal suspeita é de que o crime tenha sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento.

Thamara também citou outro caso recente, ocorrido em 18 de fevereiro, quando a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido no Brás, região central de São Paulo. Logo após um mês a Justiça Militar do Estado de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto na quarta-feira (18/3). Ele foi preso no mesmo dia em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba pela morte da policial.

Ao reforçar o alerta, ela orientou mulheres que vivem relações abusivas a procurarem ajuda e lembrou que o canal 180 funciona 24 horas por dia para orientação e denúncias. “Falar sobre isso é um ato de coragem e pedir ajuda também é”, afirmou.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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