Não se viabilizará
O PSD do Kassab, como assim é denominado, não sairá fortalecido da próxima disputa presidencial.
A nossa radicalização já definiu quais os dois pólos que irão disputar, em 2º turno, àquele que será eleito para presidir o nosso país no próximo quadriênio. Em sendo assim não haverá espaço para o surgimento de um candidato da tal 3ª via a despeito do PSD, partido comandado pelo habilidoso Gilberto Kassab, dispor de um trio de razoáveis pré-candidatos.
Dificilmente a disputa se encerrará em 1º turno, pois o mais provável é que a mesma se dará em 2º turno, e entre o atual presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, desta feita, confirmando a nossa radicalização político/pessoal e não partidária. Por mais paradoxal que pareça, em todas as análises e pesquisas ambos aparecem com altíssimos índices de rejeição.
Pior ainda: o candidato Lula continua sendo favorecido pelo anti bolsonarismo e o candidato Flávio Bolsonaro pelo anti lulismo. Em síntese: não haverá uma eleição, e sim, uma anti eleição, na qual iremos escolher o candidato menos rejeitado e não o melhor e mais qualificado.
Nas democracias que se prezam são os seus partidos políticos que definem os seus candidatos, particularmente, os mais expressivos, mas no nosso país os candidatos a presidência da República, como restou provado, dependeu das vontades do atual presidente Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro. De certo, uma coisa: a nossa radicalização política irá continuar.
E a quem devemos responsabilizar o descrédito dos nossos partidos políticos? Sem dúvidas, a nossa anárquica legislação, afinal de contas, se o detentor de mandato eletivo pode trocar de partido levando consigo o mandato que havia conseguido por outro partido, de pronto, desaparece o que deveria ser, politicamente, o que de mais precioso deveria existir na nossa atividade política, a fidelidade partidária.
Nos EUA, a despeito da existência dos seus vários partidos, nos últimos 100 anos e certamente no decorrer do próximo século, apenas dois partidos, o republicano e o democrata conseguem os seus presidentes, mas cá, entre nós, já elegemos dois presidentes que só vieram se filiar aos seus respectivos partidos faltando apenas seis meses para as próximas eleições. Reporto-me ao ex-presidente Fernando Collor, eleito pelo PRN e ao ex-presidente Jair Bolsonaro eleito pelo tal PSL.
Por coincidências, tanto o PRN quanto o PSL já se encontram sepultados nos mesmos cemitérios, nos quais, dezenas de outros partidos já se encontram enterrados.
Como se tudo isto não bastasse, em favor da nossa anarquia partidária chegamos a assistir a legalização da mais grave imoralidade no nosso sistema eleitoral, no caso, a instituição das chamadas emendas parlamentares aos nossos orçamentos públicos.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas


Deixe um comentário