"Não tem o que dizer de mim", diz Ibaneis sobre possível delação de Vorcaro

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse que não há movimentação financeira que o ligue ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, nesta sexta-feira (27/3), Ibaneis declarou não temer possível delação do banqueiro, que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e negocia colaboração.

“Delação precisa ser comprovada. Então, eu acredito que ele talvez ele consiga falar alguma coisa e comprovar alguma coisa, mas não em relação a mim. Ele não tem o que dizer de mim. Eu nunca sentei numa mesa com ele para tratar do negócio do banco“, afirmou.

A declaração foi dada na entrevista concedida nas últimas horas de Ibaneis como governador do DF. Após 7 anos e 3 meses no cargo, ele renunciará neste sábado (28/3) para candidatar-se ao Senado em outubro.

O emedebista declarou que nunca falou sobre recursos financeiros com Vorcaro. “Nunca sentei numa mesa com ele para tratar de qualquer recurso financeiro, nem mesmo promessa para campanha, que é natural que se trate disso. Mas não existiu nenhum tipo de relacionamento financeiro entre nós. Se alguém fez algum relacionamento financeiro com ele em torno da compra do Master pelo BRB, não me comunicou também”, afirmou.

O BRB mergulhou na pior crise da história após comprar carteiras fraudadas do Banco Master, que gerou prejuízo bilionário ao banco. Em paralelo, a instituição financeira tentou adquirir 58% do capital do Master, mas a aquisição foi barrada pelo Banco Central, que logo em seguida liquidou a instituição de Vorcaro.

Ibaneis disse que perguntou a Caio Barros, filho responsável pelo escritório de advocacia fundado por ele, se “havia entrado qualquer tipo de recurso de qualquer operação que pudesse envolver o nosso escritório de advocacia com ele [Vorcaro]”. “E, graças a Deus, nós não temos nada”, declarou. Após deixar o GDF, no fim de semana, Ibaneis vai reativar a carteira da OAB e retornar ao escritório.

O Escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria foi incluído em relatórios do Coaf enviados à CPMI do INSS por ter vendido honorários de precatórios para fundos administrados pela Reag, também liquidada pelo Banco Central. A banca declarou que “trata-se de negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado”.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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