
Ao contrário do que o projeto Gateway previa, a Nasa não irá mais construir uma estação espacial internacional na órbita da Lua. É o que afirmou o atual administrador da agência espacial norte-americana, Jared Isaacman, em comunicado divulgado nessa terça-feira (24/3).
O novo plano agora é construir uma estrutura habitável de pesquisa na própria superfície da Lua – ou seja, uma base lunar. Estima-se que o projeto fique pronto nos próximos sete anos e custe em torno de US$ 20 bilhões (um pouco mais de R$ 100 bilhões, na cotação atual do dólar).
“A agência pretende suspender o projeto Gateway em seu formato atual e concentrar seus esforços em infraestrutura que permita operações de superfície sustentáveis. Apesar dos desafios com alguns equipamentos existentes, a agência irá reaproveitar os equipamentos aplicáveis e aproveitar os compromissos de parceiros internacionais para apoiar esses objetivos”, diz Isaacman.
Reformulação em programas da Nasa
A chegada de Isaacman ao cargo de chefia da Nasa ocorreu no final do ano passado, por indicação do presidente Donald Trump. Astronauta bilionário, o novo mandatário da agência já realizou algumas reformulações em programas internos voltados para a exploração da Lua.
Antes da suspensão do Gateway, Isaacman já havia feito reformas no programa Artemis, que tem como o objetivo levar os norte-americanos de volta ao satélite natural e estabelecer uma presença constante do país por lá.
Na reforma, foi adicionada uma missão teste antes do evento principal, o pouso em solo lunar. Apesar dos atrasos no cronograma no Artemis, o objetivo dos norte-americanos ainda é voltar à superfície lunar até 2028.
A próxima etapa do programa, a missão Artemis 2, é a viagem em volta da Lua. Inicialmente marcada para fevereiro, o novo prazo está previsto para abril. Quando ocorrer, o voo marcará o retorno dos humanos ao satélite natural após mais 50 anos.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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