
Muita gente acredita que só existe prisão de ventre quando a pessoa passa vários dias sem evacuar. Mas, na prática médica, o diagnóstico é mais amplo. É possível ir ao banheiro todos os dias e ainda assim apresentar constipação intestinal.
O intestino funciona como um sistema de transporte: além do tempo de trânsito, importa a qualidade da evacuação. Fezes muito ressecadas, em bolinhas ou fragmentadas, já indicam que houve excesso de absorção de água no intestino grosso. O formato endurecido é um dos sinais mais comuns, mesmo quando a frequência parece normal.
Outro ponto importante é o esforço. Se a evacuação exige força intensa, demora prolongada ou provoca dor, isso também caracteriza prisão de ventre.
A necessidade de fazer manobras para ajudar a saída das fezes, como pressionar o abdômen ou até usar o dedo para facilitar a eliminação, é um indicativo clássico de alteração funcional do intestino.

A sensação de evacuação incompleta é outro alerta frequente. A pessoa vai ao banheiro, mas permanece com a impressão de que ainda há fezes no organismo. Isso costuma acontecer quando o movimento intestinal não ocorre de forma coordenada ou quando o conteúdo está muito endurecido.
Entre as causas mais comuns estão baixa ingestão de fibras, pouca hidratação, sedentarismo e hábitos de evacuação reprimidos — como ignorar a vontade de ir ao banheiro ao longo do dia. Alterações hormonais, estresse e alguns medicamentos também podem contribuir.
Na prática, o corpo costuma dar sinais antes do espaçamento das evacuações aparecer. Identificar esses sinais precocemente ajuda a evitar complicações como hemorroidas, fissuras anais e distensão abdominal persistente.
Ou seja: mais do que contar quantas vezes você evacua, é importante observar como evacua. O funcionamento intestinal saudável depende de regularidade, conforto e esvaziamento completo. Quando isso não acontece, pode ser constipação, mesmo com idas diárias ao banheiro.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário