
De acordo com o neurocirurgião Fernando Gomes, os picos de glicose afetam o funcionamento do cérebro por aumentar a produção de espécies reativas de oxigênio, ativar vias inflamatórias e favorecer a formação de produtor finais de glicação avançada, ou seja, reação química em que o excesso de açúcar se liga a proteínas, como colágeno e elastina.
O professor livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) explica que a elevação “rápida e frequente” da glicose — isto é, do açúcar no sangue — está associada a maior risco de doença cerebrovascular, o que inclui o acidente vascular cerebral isquêmico (AVC). “Isso decorre da disfunção endotelial e aterosclerose acelerada, que são as placas de gordura no interior das artérias”, aponta.
O especialista salienta que os picos de glicose estão relacionados à encefalopatia metabólica em contextos graves. Conforme a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, a condição “compreende uma série de distúrbios neurológicos não causados por anormalidades estruturais primárias”: “Resulta de doenças sistêmicas, como diabetes, doenças hepáticas, insuficiência renal e insuficiência cardíaca.”
Quanto ao espectro crônico, o médico ressalta: “Há associação consistente com demência vascular e maior risco de doença de Alzheimer, possivelmente mediado por resistência insulínica cerebral, acúmulo de beta-amiloide e inflamação sustentada.” Ele detalha que a hiperglicemia crônica pode contribuir para neuropatia diabética e alterações estruturais cerebrais detectáveis por neuroimagem.

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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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