
A memória é um dos aspectos mais valorizados para a manutenção da qualidade de vida, especialmente na terceira idade. O ato de lembrar é um pilar fundamental para garantir autonomia, independência e funcionalidade no dia a dia.
Diante da relevância do tema, a neurologista Mikaela Santos Aguiar revelou à coluna Claudia Meireles alguns sinais que podem indicar um declínio significativo na capacidade de armazenar e recuperar informações.
“Um dos sinais iniciais é o que chamamos de esquecimentos benignos — ou seja, não lembrar onde colocou uma chave ou outro objeto importante; pequenas alterações no comportamento e no humor; dificuldade de linguagem e de se comunicar; e até dificuldade em fixar um comando recém-recebido”, explica Mikaela.
Entenda como os hábitos do dia a dia influenciam a memória
A especialista também destaca hábitos cotidianos que funcionam como verdadeiros “vilões” para a saúde cerebral. Entre os comportamentos que mais afetam a capacidade de codificar e resgatar memórias, Mikaela enfatiza a importância de um sono reparador.
“A privação de sono — poucas horas de descanso e com qualidade ruim — é o hábito mais prejudicial para a memória e para a concentração. O sedentarismo, o consumo de álcool e tabaco, o estresse crônico, o baixo convívio social e uma alimentação pobre em nutrientes e rica em ultraprocessados também influenciam negativamente”, afirma.
De acordo com a neurologista, manter tais hábitos pode causar danos duradouros. “Quando o cérebro é exposto, principalmente a longo prazo, a esses comportamentos, ele começa a sofrer danos — por exemplo, a morte dos neurônios, que são as principais células do sistema nervoso”, explica.
“Esse processo aumenta o risco de declínio da memória, além de distúrbios psiquiátricos como depressão e ansiedade. Em casos mais graves, há também um risco elevado de desenvolver quadros de demência no futuro”, acrescenta Mikaela.
Sinais avançados
Ao abordar os sinais de que a memória está comprometida, Mikaela destaca que, muitas vezes, o declínio é percebido primeiro pelas pessoas mais próximas do paciente. No entanto, algumas falhas pontuais no cotidiano também podem ser notadas pelo próprio indivíduo.
Em estágios mais avançados, quando o comprometimento já impacta a rotina, os sinais se tornam mais evidentes. “O esquecimento começa a afetar a desorientação temporal e espacial — a pessoa perde a noção dos dias ou se perde em locais familiares. Outro sinal preocupante é a perda de controle sobre a parte financeira”, ressalta a especialista.

É possível reverter?
Embora hábitos ruins possam comprometer o funcionamento cognitivo, Mikaela destaca que mudanças no estilo de vida podem reduzir os danos e melhorar o desempenho da memória.
“Nunca é tarde para corrigir comportamentos inadequados. Assim, é possível proteger neurônios e construir memórias de curto e longo prazo que favoreçam um envelhecimento saudável”, pontua Mikaela.

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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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