Nikolas rebate Erika: "Ditador solto e deputado preso por meme?"

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Nikolas Ferreira (PL-MG) criou onda de críticas ao governo pela normativa do Pix, e Erika Hilton (PSol-SP) tentou conter conteúdo desinformativo

Alvo de representação criminal apresentada pela deputada Erika Hilton (PSol) à Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta “apologia ao golpe”, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) reagiu às acusações afirmando que há uma “inversão completa de valores” no pedido protocolado contra ele.

“Para a deputada Erika Hilton, um ditador como Nicolás Maduro, responsável por perseguições, torturas, prisões políticas e mortes, não deve ser responsabilizado e preso. Já eu, por exercer liberdade de expressão e fazer crítica política por meio de memes, deveria responder criminalmente. Maduro não deve ser preso por ser um ditador, mas devo ser preso por um meme?”, declarou o parlamentar à coluna.

Nikolas também afirmou que a iniciativa da deputada busca criminalizar manifestações políticas. “É uma inversão completa de valores. Criminalizar opinião, humor e crítica política é típico de regimes autoritários que ela e seu partido costumam defender”, disse.

O deputado acrescentou que não vê risco ao exercício do mandato. “Sigo absolutamente tranquilo com a certeza que continuarei exercendo meu mandato com responsabilidade, defendendo a liberdade de expressão e trabalhando pelo Brasil”, afirmou.

Acusação da deputada do PSol

Erika Hilton acionou a PGR na segunda-feira (5/1) sob a acusação de que o deputado Nikolas Ferreira e o senador Flávio Bolsonaro (PL) teriam feito apologia ao crime e ao golpe de Estado ao divulgarem, nas redes sociais, conteúdos com imagens manipuladas, frases irônicas e memes.

Na avaliação da deputada, as publicações sugerem de forma indevida a possibilidade de autoridades estrangeiras investigarem ou prenderem o presidente Lula. Para ela, esse tipo de conteúdo violaria a soberania nacional e fundamentos do Estado Democrático de Direito.

No documento encaminhado à PGR, a parlamentar sustenta que as postagens extrapolam a crítica política e atingem a soberania nacional. Segundo ela, trata-se de “defesa pública e simbólica da submissão do Brasil à jurisdição estrangeira, realizadas por agentes políticos investidos de mandato popular”, o que, em sua avaliação, viola fundamentos do Estado Democrático de Direito.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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