No Acre, especialistas debatem terapias e avanços em cirurgia robótica

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O segundo dia do simpósio promovido pelo Hospital do Rim ocorreu na noite desta terça-feira, 10, no auditório da Uninorte, reuniu especialistas para discutir temas relacionados às terapias dialíticas, causas urológicas da Doença Renal Crônica (DRC), dados sobre transplantes no Acre e humanização no atendimento em diálise.
Simpósio supera expectativas e reúne mais de 300 participantes, afirma presidente da SBN Regional Acre

A médica nefrologista Jarinne Camilo Landim Nasserala avaliou como um sucesso o simpósio promovido pelo Hospital do Rim. Segundo ela, o evento superou as expectativas da organização e registrou público recorde. “Foi ótimo. Tivemos um público recorde, melhor do que no ano passado. Foram mais de 300 pessoas e uma programação científica espetacular, com palestrantes de alto nível, envolvendo diversas áreas multidisciplinares, como nutrição, psicologia, enfermagem, urologia e nefrologia. Foi um simpósio completo. Superou nossas expectativas e levou muita informação para a população e para os profissionais de saúde”, destacou.

Entre os palestrantes esteve o urologista Dr. Dennis Tomio Fujike, com formação em cirurgia robótica e cirurgia urológica minimamente invasiva pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Durante sua participação, ele abordou as causas urológicas da DRC, destacando situações em que a perda da função renal não tem origem primária nos rins.
Segundo o especialista, doenças como problemas de próstata, cálculos renais e infecções urinárias podem evoluir para comprometimento da função renal quando não diagnosticadas e tratadas precocemente. Ele também chamou atenção para malformações congênitas que afetam crianças. “Falei sobre doenças que cursam com perda da função renal, mas cuja origem não começa no rim. Abordei doenças da próstata, cálculo renal, infecções urinárias e também malformações que já aparecem ao nascimento. Se não diagnosticadas precocemente, essas crianças podem evoluir para hemodiálise e até transplante renal”, explicou.

Entre as principais alterações congênitas, o médico destacou a estenose da junção ureteropiélica — uma membrana que dificulta o fluxo urinário próximo ao rim — e alterações que comprometem o esvaziamento da bexiga em meninos, próximas à próstata.
O urologista ressaltou ainda a importância do acompanhamento em todas as fases da vida. “É fundamental cuidar da saúde do homem, da mulher e das crianças. O diagnóstico precoce, especialmente nesses casos, salva o rim”, afirmou.
Cirurgia robótica

Durante o evento, Fujike também comentou sobre os avanços da cirurgia robótica na urologia, especialmente no tratamento do câncer de próstata. Segundo ele, a técnica permite maior precisão, visão ampliada e movimentos mais delicados, reduzindo complicações. “Hoje, na área da urologia, a cirurgia robótica é considerada padrão-ouro no tratamento do câncer de próstata. Quando o paciente tem acesso, é fundamental optar por essa via”, destacou.
O médico explicou que a habilitação para o procedimento exige capacitação específica, com formação teórica, treinamento prático, simulações e cirurgias supervisionadas, garantindo maior segurança ao paciente.

Outros temas
O simpósio também contou com palestras sobre terapias dialíticas, ministradas pelo enfermeiro nefrologista André Alab, e sobre dados dos transplantes no Acre, apresentados pela enfermeira Valéria Monteiro Aguiar, coordenadora do Serviço de Transplante.
A médica nefrologista Dra. Izabel Álima Figueiredo Sarquis abordou o tema “Humanização em Diálise”, destacando a importância do cuidado integral ao paciente renal.
Posse da SBN – Regional Acre
Durante a programação, também foi realizada a posse da diretoria da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) – Regional Acre para o biênio 2026-2027. A nova composição ficou definida da seguinte forma: Presidente: Dra. Jarinne Nasserala; Secretária: Dra. Monicely Sena e Tesoureira: Dra. Luciene Pereira.
A médica Presidente: Dra. Jarinne Nasserala explicou que a regional representa o estado junto à entidade nacional e reforça a importância da atuação institucional na Região Norte. “A SBN Regional Acre é a representação do nosso estado junto à nacional. Na Região Norte, somente Belém tinha uma regional e agora o Acre também tem. Isso é muito importante para trazer atualização científica para a comunidade e para os nefrologistas, além de representar o estado na construção de políticas públicas que fortaleçam a saúde dos pacientes renais”, afirmou.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas


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