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  • Tensão diplomática: Brasil volta a entrar no radar de tarifas de Trump

    Tensão diplomática: Brasil volta a entrar no radar de tarifas de Trump

    O Brasil voltou a entrou no radar de novas tarifas do presidente Donald Trump nesta semana. Além de ser um dos 59 países alvos de uma investigação comercial, a tensão diplomática entre Brasília e Washington foi elevada após a decisão do Itamaraty de revogar o visto de Darren Beattie.

    O assessor sênior do Departamento de Estado do governo Donald Trump, o diplomata teve o visto revogado pelo Itamaraty sob a justificativa da “omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita”. Beattie vinha ao Brasil com o objetivo de visitar Jair Bolsonaro (PL) na prisão e se reunir com lideranças da direita.

    Para analistas, a decisão soma mais um grau de tensão no procedimento aberto pela Representação Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) para apurar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

    O procedimento aberto na última quinta-feira (12/3) pela Representação Comercial é baseado no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, usado por Washington. Desta vez, o alvo é a suspeita de trabalho forçado e análogo à escravidão cometido por esses países.

    No ano passado, Trump taxou a maior parte dos países em uma determinação baseada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA, na sigla inglês). A lei foi criada para situações de emergência e foi a justificativa utilizada por Trump para anunciar o chamado “tarifaço”.

    Ao Metrópoles, o embaixador Rubens Barbosa avalia que a determinação trata de uma estratégia americana para contornar a suspensão do tarifaço pela Suprema Corte dos EUA.

    Ainda na avaliação de Barbosa, que foi embaixador do Brasil em Londres e Washington, todos os países alvos da anunciada investigação devem ter “as tarifas restabelecidas”. “Talvez não os mesmos valores anunciados no ano passado, mas elas devem ser retomadas“, diz.

    Para João Alfredo Nyegray, professor de Negócios Internacionais da PUC-PR, a investigação sinaliza ainda uma mudança de patamar comercial sob a perspectiva americana, que tenta redefinir o conceito de concorrência desleal para incluir falhas regulatórias em cadeias produtivas globais.

    “Por isso, o Brasil não deve interpretar sua inclusão como um caso isolado nem como um julgamento final sobre sua conduta, mas como parte de uma estratégia mais ampla de Washington para reorganizar o comércio internacional segundo parâmetros regulatórios definidos unilateralmente pelos EUA”, avalia o docente.

    Na avaliação de Nyegray, as investigações ainda podem causar impactos comerciais, regulatórios, diplomáticos e reputacionais a depender do que for decidido pela Representação Comercial estadunidense.

    Em termos de impactos comerciais, o docente reforça a tese de Barbosa. “Mas mesmo antes de qualquer tarifa, a simples abertura da investigação já eleva a incerteza para exportadores, investidores e cadeias integradas ao mercado dos EUA”, pontua.

    O professor avalia ainda que essa investigação pode reforçar a tendência internacional de condicionar outros fatores ao acesso ao mercado entre países.

    “Em outras palavras, o problema não é só uma possível tarifa americana; é o fato de que o comércio internacional está sendo progressivamente reorganizado por filtros regulatórios que misturam direitos humanos, política industrial e geoeconomia”, afirma Nyegray.

    Para o professor, as investigações ainda geram efeitos na dimensão diplomática da relação entre Brasil e Estados Unidos, ao obrigar o governo brasileiro a responder tecnicamente a critérios estabelecidos em Washington. Segundo ele, há o risco de que um tema legítimo — o combate ao trabalho forçado — seja utilizado como instrumento de pressão comercial.

    O embaixador Rubens Barbosa, porém, adota uma avaliação mais cética. Na visão do diplomata, as respostas apresentadas pelo Brasil dificilmente serão suficientes para evitar a imposição de novas tarifas. Para ele, a investigação pode servir de base para a retomada do discurso protecionista por parte dos Estados Unidos, sem que haja necessariamente uma preocupação efetiva com violações de direitos humanos.

  • Guarda Revolucionária do Irã promete "perseguir e matar" Netanyahu

    Guarda Revolucionária do Irã promete "perseguir e matar" Netanyahu

    Reprodução/X
    Premiê de Israel, Benjamin Netanyahu

    A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, neste domingo, (15/3), que pretende “perseguir e matar” o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em comunicado divulgado pelo em seu site Sepah News, o grupo declarou que continuará a persegui-lo “com toda a força” enquanto ele permanecer vivo, referindo-se ao líder israelense como responsável pela morte de crianças.

     “Se este criminoso assassino de crianças estiver vivo, continuaremos a persegui-lo e matá-lo com toda a força”, disse a Guarda.

    A ameaça ocorre dias após Netanyahu mencionar, de forma indireta, possíveis ações contra figuras centrais do eixo pró-Irã.

    Na quinta-feira (13/5), o premiê israelense citou Mojtaba Khamenei, que assumiu recentemente como líder supremo do Irã, e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem. Sem detalhar planos militares, afirmou que não ofereceria “seguro de vida” a dirigentes da organização que classifica como terrorista.

    No sábado (14/3), a tensão aumentou após um ataque atingir a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque.

    Relatos indicam que o ataque pode ter sido realizado com um míssil, que teria atingido um heliponto dentro do complexo e danificado o sistema de defesa aérea da embaixada, segundo uma fonte de segurança iraquiana citada pela emissora Al-Jazeera. Não houve registro de feridos.

    A escalada ocorre no contexto do conflito regional iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, que provocou a morte do então líder supremo do país Ali Khamenei.

    A guerra já levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo, provocando forte aumento nos preços da energia.

  • Domingo será de calor, sol e chuvas passageiras no Acre, aponta previsão

    Domingo será de calor, sol e chuvas passageiras no Acre, aponta previsão

    O domingo (15) será marcado por tempo quente, com presença de sol, nuvens e chuvas rápidas e pontuais em diferentes regiões do Acre, segundo a previsão meteorológica divulgada para o estado. Em algumas áreas, as pancadas de chuva podem ocorrer com maior intensidade e acompanhadas de raios, embora a probabilidade de temporais seja considerada baixa.

    A condição climática prevista para o Acre também se estende a outras áreas da Amazônia e do Centro-Oeste, como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, além das planícies da Bolívia e da região de selva do Peru.

    Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o tempo deve permanecer quente, porém ventilado, com sol entre nuvens e possibilidade de chuvas passageiras ao longo do dia. Em alguns pontos, essas chuvas podem ocorrer com maior intensidade e acompanhadas de descargas elétricas.

    A umidade relativa do ar. mínima deve variar entre 55% e 65% durante a tarde, enquanto a máxima pode atingir entre 90% e 100% ao amanhecer. Os ventos sopram fracos a calmos, vindos do norte e noroeste pela manhã, mudando para nordeste a partir do fim da tarde.

    Nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante: tempo quente, ventilado e com sol entre nuvens, além de chuvas isoladas ao longo do dia. Assim como nas demais regiões, as pancadas podem ocorrer com maior intensidade em alguns locais, mas a probabilidade de temporais ou ventos fortes é baixa.

    Nessas áreas, a umidade relativa do ar mínima varia entre 60% e 70% à tarde, podendo chegar entre 90% e. 100% nas primeiras horas do dia.

    Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari e Porto Acre: mínimas entre 22°C e 24°C e máximas entre 31°C e 33°C;

    Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba e Assis Brasil: mínimas entre 22°C e 24°C e máximas entre 32°C e 34°C;

    Sena Madureira, Manuel Urbano e Santa Rosa do Purus: mínimas entre 22°C e 24°C e máximas entre 31°C e 33°C;

    Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves: mínimas entre 23°C e 25°C e máximas entre 30°C e 32°C;

    Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Jordão: mínimas entre 23°C e 25°C e máximas entre 30°C e 32°C.

  • Rio Acre registra 11,43 metros na medição deste domingo em Rio Branco

    Rio Acre registra 11,43 metros na medição deste domingo em Rio Branco

    O nível do Rio Acre foi registrado em 11,43 metros às 5h17 deste domingo (15), em Rio Branco, de acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal. A medição indica elevação no nível do manancial, mas ainda permanece abaixo da cota de alerta.

    Segundo o informe, não houve registro de chuva nas últimas 24 horas, com precipitação acumulada de 0,00 milímetros no período monitorado.

    Apesar da elevação observada na medição da madrugada, o rio ainda se mantém distante das marcas consideradas críticas. A cota de alerta é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo está estabelecida em 14 metros.

  • Atletas dos 10 km do Metrópoles Endurance – Corrida iniciam a prova

    Atletas dos 10 km do Metrópoles Endurance – Corrida iniciam a prova

    Após a largada dos 15 km, foi a vez dos atletas dos 10 km largarem para a prova do Metrópoles Endurance – Corrida

  • Metrópoles Endurance – Corrida: esportistas disputam prova de 5 km

    Metrópoles Endurance – Corrida: esportistas disputam prova de 5 km

    A largada dos 5 km teve início após as provas de 10 km e de 15 km. O percurso leva os esportistas até o Corpo de Bombeiros da Esplanada

  • Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71%, diz Datafolha

    Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71%, diz Datafolha

    Yanka Romão / Metrópoles
    imagem colorida. Ilustração com duas mãos segurando um cartaz

    Uma pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana mostra que o apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil atingiu 71% dos brasileiros. O crescimento foi de 7 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior do instituto, feito no fim de 2024, quando 64% se diziam favoráveis.

    De acordo com a pesquisa, outros 27% avaliam que não deveria ser feita uma redução de jornada, e 3% não opinaram. As perguntas foram feitas de 3 a 5 de março. O Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

    Em 2024, o levantamento foi feito entre 12 e 13 de dezembro, e naquela ocasião, 33% se dizia contrário ao debate da redução de dias trabalhados.

    O debate sobre o tema está no Congresso Nacional e começou a avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nos últimos dias.

    Na última terça-feira (10/3), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o , sem corte de salários e com dois dias de descanso remunerado.

    Perfil dos entrevistados

    O levantamento do Datafolha traz a divisão entre quem trabalha até cinco dias na semana (53%) e quem faz seis ou até sete dias semanais (47%).

    Os dados mostram que o apoio a redução de jornada é menor justamente entre quem trabalha mais: 68% são favoráveis, enquanto quem trabalha menos dias é mais favorável ao fim da escala 6×1: 76%.

    Uma das explicações está em quem compõe o grupo dos que trabalham mais: empresários e autônomos. Para alguns, trabalhar mais significa ter maior renda.

    Impactos na economia

    Quando a pergunta é sobre os impactos na economia, a pesquisa mostra a divisão da sociedade: enquanto 39% dizem que haverá efeitos positivos, outros 39% dizem que será negativo. Em 2024, os que apontavam para efeitos negativos eram 42%.

    Já quando o questionamento trata da qualidade de vida, 76% acreditam que a redução da jornada vai contribuir na melhora.

    O instituto perguntou também sobre as consequências para a economia brasileira como um todo. Enquanto 50% avaliaram que o efeito será ótimo ou bom, e 24% veem um impacto ruim ou péssimo.

    Política

    A pauta tem mais aceitação entre quem votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

    Dos eleitores de Bolsonaro naquele ano, 55% são a favor do fim da escala 6×1, e 43% são contra, enquanto 2% afirmaram não saber.

    Já para entre quem votou em Lula, 82% são favoráveis, 16% contrários, e 3% disseram não saber.

    Gênero e idade

    A pesquisa revela que jovens entre 16 e 24 anos e mulheres são quem mais apoiam a medida. A aprovação entre quem tem de 16 e 24 anos chega a 83% dos entrevistados.

    O percentual cai para 75%  entre quem tem 35 a 44 anos e diminui mais entre quem tem 60 anos ou mais: 55%.

  • Frase do dia

    Frase do dia

    Arte Carla Sena/Metrópoles sobre fotos Getty Images
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    “Isso é um desastre para os Estados Unidos. É um desastre para o mundo inteiro. Os Estados Unidos e Israel jogaram o mundo inteiro em turbulência, talvez em uma guerra mundial.” (Jeffrey Sachs, economista e professor da Universidade de Columbia, sobre a guerra contra o Irã)

  • Em reunião com Aécio, Tarcísio promete "gestos" ao PSDB em SP

    Em reunião com Aécio, Tarcísio promete "gestos" ao PSDB em SP

    Divulgação/Aécio Neves
    O deputado Aécio Neves ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

    De olho no apoio dos tucanos para sua reeleição, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) prometeu ao presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, fazer alguns “gestos” políticos ao partido em São Paulo.

    A promessa, segundo apurou a coluna, foi feita pelo governador durante reunião com Aécio e com outras lideranças do PSDB paulista na sexta-feira (13/3), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

    Além de Aécio, participaram do encontro com Tarcísio o presidente estadual do PSDB paulista, Paulo Serra, e o vice-presidente estadual do partido, Vinícius Camarinha, atual prefeito da cidade de Marília (SP).

    Os gestos de Tarcísio ao PSDB

    Os gestos de Tarcísio, segundo apurou a coluna, devem incluir, principalmente, ajuda na constituição das chapas do PSDB em São Paulo para as disputas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa paulista.

    Ao longo dos últimos anos, o PSDB perdeu uma série de seus filiados em São Paulo por atuação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, atual secretário de Relações Institucionais da gestão Tarcísio.

    A tendência, de acordo com lideranças tucanas, é de que o PSDB apoie a reeleição de Tarcísio. O partido, contudo, aguarda os gestos do governador antes de oficializar esse apoio.

  • BBB 26 antecipa Paredão por causa do Oscar; veja horário

    BBB 26 antecipa Paredão por causa do Oscar; veja horário

    Reprodução/Globo
    bbb-26—logo

    O BBB 26 terá uma mudança incomum na programação deste domingo (15/3). Por causa da transmissão do Oscar 2026, a TV Globo decidiu antecipar a formação do Paredão e dividir o programa em duas partes ao longo do dia.

    A primeira parte do reality irá ao ar às 13h50, quando será realizada ao vivo a formação do Paredão. Mais tarde, às 19h20, o programa volta à programação para mostrar a repercussão da berlinda dentro da casa e os desdobramentos do dia.

    A mudança ocorre porque a emissora exibirá a cerimônia do Oscar logo depois do Fantástico, o que exigiu ajustes na grade do domingo.