Novo laudo aponta detalhe-chave na morte de Rodrigo Castanheira

Divulgação/Senac-DF
rodrigo-castanheira-2

Um novo laudo médico elaborado por um neurocirurgião contratado pela família de Rodrigo Castanheira, adolescente de 16 anos que morreu após ser agredido em Águas Claras (DF), trouxe um elemento considerado decisivo para a investigação. Segundo o documento, as lesões fatais foram identificadas no lado esquerdo da cabeça do jovem, enquanto a suposta batida contra o carro teria ocorrido no lado oposto.

A análise foi realizada pelo neurocirurgião Fábio Teixeira Giovanetti Pontes, que examinou exames médicos, prontuários, imagens hospitalares e o laudo cadavérico do adolescente. A conclusão do especialista é que a morte foi causada pelos socos desferidos durante a agressão, e não pelo impacto contra o veículo, como sustenta a acusação.

De acordo com o laudo, todas as lesões graves identificadas no corpo do adolescente estão concentradas no lado esquerdo do crânio, o que, segundo o médico, enfraquece a hipótese de que a morte tenha sido provocada por uma colisão contra o carro.

Entre os danos apontados no parecer médico estão fratura linear do osso temporal esquerdo, rompimento da artéria meníngea média esquerda e formação de um volumoso hematoma epidural.

O documento também descreve compressão progressiva do cérebro, edema cerebral refratário, herniação encefálica e, por fim, morte encefálica.

Para o neurocirurgião, a dinâmica das lesões é compatível com agressões por objeto contundente, possivelmente um soco inglês, instrumento citado na investigação.

Contradição

O ponto considerado mais relevante pelo especialista está na localização das lesões. Segundo o laudo, se a morte tivesse sido causada pelo impacto da cabeça contra o veículo, as lesões deveriam aparecer no lado direito do crânio — o que não ocorreu.

“Todos os achados objetivos — tomográficos, cirúrgicos e necroscópicos — estão localizados no lado esquerdo, incompatível com o mecanismo de colisão com o veículo, que implicaria lesões à direita”, afirma o parecer médico.

O especialista acrescenta que também não foram identificados sinais compatíveis com um trauma secundário de contragolpe capaz de produzir lesões tão graves.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *